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Sexta, 19 de agosto de 2022

ASSÉDIO MORAL COLETIVO E OS 275 MILHÕES

Por Marcos Alencar 21/07/22 marcos@dejure.com.br

O objetivo desse artigo não é analisarmos a condenação do Banco Santander no pagamento de indenização por danos morais coletivos (assédio moral coletivo) de 275 milhões de reais, mas sim o que pode e o que não pode ser feito (pelo empregador) em relação as metas.

Ao final desse artigo, estou postando 2 links que podem ser acessados e através deles ter conhecimento pleno do processo e do por que da indenização tão elevada. O Leitor poderá fazer o seu juízo de valor, se o Banco merece a condenação; se o valor está compatível; etc.

Apenas esclareço que o valor da condenação não será pago aos empregados assediados, mas que se destina para sociedade, através de direcionamento que será dado pelo Ministério Público do Trabalho.

O empregador, lendo esta notícia, pode ficar com medo, com receio, será que eu posso continuar cobrando metas dos meus empregados (principalmente no setor comercial das empresas)? Se posso cobrar, como faço isso? Quais os caminhos corretos?

Vou me posicionar por tópicos:

Primeiro, o tratamento. O empregador não pode tratar os seus empregados de forma vexatória, constrangedora, humilhante, depreciativa, desrespeitosa, desumana, terrorista, etc. – portanto, toda a relação de emprego, deve e pautar pelo contrário disso.

Segundo, é a possibilidade das tarefas. O empregador não pode fixar tarefas impossíveis. Imagine que o chefe do almoxarifado passa uma tarefa aos subordinados para fazer um inventário. Todos que ali trabalham, sabem que um inventário completo leva – no mínimo – 5 horas para ser cumprido. O chefe determina que seja feito em 2 horas e que se não for cumprido vai escolher alguém da equipe para ser demitido.

Terceiro, o empregador precisa ensinar o caminho. O empregador não deve apenas fixar uma meta. É muito importante que ele ensine o caminho para atingimento da meta. No setor de vendas, é necessário que o gerente de vendas (por exemplo) ensine os seus vendedores a chegar na meta. Isso vai desde a quantidade de visitas que deve ser feita por dia; o conhecimento dos produtos e das promoções; a conquista de novos clientes; treinamentos com aperfeiçoamento da técnica de vendas; o contato diário com potenciais clientes; acompanhamento da concorrência; enfim. Para cobrar metas, que pode ser feito dentro da normalidade e do respeito, é necessário que se ensine a atingi-las e que estas sejam possíveis.

Quarto, a perseguição. Se o empregado não consegue atingir as metas de produtividade, se demonstra desinteresse, cabe ao empregador demiti-lo e não o perseguir. A perseguição, causa cicatrizes nas pessoas. Perseguir e rotular o empregado de incapaz, preguiçoso, etc., jamais deverá ser feito. Os que não tem aptidão para atingir metas, devem ser demitidos sem justa causa, assumindo o empregador com o custo do negócio, que contempla as demissões e a seleção de novos profissionais.

Segue o link: https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2022/07/tribunal-condenacoes-santander-r-275-milhoes/

Link https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/07/5023578-santander-e-condenado-a-pagar-rs-275-milhoes-por-danos-morais-coletivos.html

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