EMPREGADORES E EMPREGADOS MAIS PRODUTIVOS.

Capturar

Por Marcos Alencar (08/07/15)

Nos deparamos mais uma crise de desemprego no País, levando aos empregados que permanecem no emprego e empregadores a reinventar as melhores técnicas de produtividade. É nessa época que o acúmulo e desvio de função ganham corpo, porque muitos dos demitidos terão as suas responsabilidades e serviços assumidos por outros setores da empresa e seus empregados.

Segundo noticia o portal G1 “O IBGE divulga hoje os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referentes ao 2º trimestre. A taxa de desemprego subiu nos três primeiros meses deste ano e chegou a 7,9%, o que equivale a 7,934 milhões de pessoas.”

Mas o que pode ser feito para sermos mais producentes? O desafio é manter o time jogando bem apenas com 10 ou 9 jogadores. No futebol é bem mais fácil, porque a movimentação dos atletas não tem nenhuma amarração, o que estava jogando no ataque pode até se tornar o goleiro do time. Na questão empresarial, há travas na legislação trabalhista que impedem que um empregado, mesmo recebendo mesmo salário, “jogue” noutra posição.

Em outro artigo escrevi que:

“Apesar da expressão ser até um pouco sofisticada e soar de forma arrogante, o “job description” nada mais é do que uma descrição das responsabilidades relativas a uma determinada função. Muitos empregadores reclamam da produtividade dos seus empregados, reconhecem que até trabalham muito, mas que erram demais, se esquecem de fazer o que devem fazer e por fim, produzem pouco. Mas…será que foi dito algum dia para eles – exatamente – o que eles devem fazer, quais as suas responsabilidades? Vivemos na terra do improviso e do jeitinho, e ele se manifesta em várias situações, desde a abordagem de um guarda de trânsito que o bêbado infrator quer convencê-lo que apenas degustou bombons de licor, até nas mais conceituadas organizações empresariais, que são recheadas de regras e de manuais, mas que na prática não exercem aquilo que está escrito com tanta intensidade. No exercício das atividades, passa-se a atuar sempre com jeitinho, emendando obrigações e responsabilidades.Ser pequeno ou grande, pouco importa, existem empresas desorganizadas de todo porte, organizadas também. O exemplo de organização e de cumprimento das atividades com máxima eficiência de produtividade deve partir de cima.Parafraseando Napoleão Bonaparte, “Servir de exemplo não é a melhor forma de ensinar, é a única forma de ensinar”, e ir em efeito cascata contaminando no bom sentido os setores da base da pirâmide empresarial.”

Portanto, o primeiro passo é que a sua equipe, dentro das limitações de movimentação – seguindo a legislação trabalhista – saiba a que veio, o que fazer, quais os caminhos que devem percorrer e os objetivos a alcançar.

No referido artigo eu exemplifico ” É a mesma coisa de um time, que o trabalho do lateral num determinado esquema do jogo termina com o cruzamento da bola na pequena área na cabeça do centro-avante, enfim. Porém, de nada adianta termos um super e simples descritivo de função [ existe empresas que utilizam histórias em quadrinhos para representar as atividades ] e o mesmo estar engavetado no meio de uma enciclopédia de manuais. O correto é que esteja em cima da mesa, para que o empregado leia a todo instante, consulte, risque e rabisque, inclusive propondo adendos. Se o empregador cumprir a sua parte, e se organizar, e criar esse ambiente onde todos ficarão mais do que cientes das suas atividades, metas, equipes, subordinação e chefia, a tendência é que a coisa ande com mais fluidez e produtividade.”
Cada empregado deve saber o seu papel no “teatro de operações” e o empregador não deve se prender apenas na velocidade dos processos, mas sim na qualidade dos serviços. É comum o retrabalho no Brasil, porque tudo se faz na agonia da entrega, resultando assim numa receita final ruim.

Ainda citando o referido artigo, registro: “Para exemplificar o que é um descritivo, segue abaixo trecho da descrição do supervisor administrativo, inspirado no CBO, mas ressaltando, cada empregador deve criar o seu, sob medida, para cada uma das funções que fazem parte do seu organograma [ se não existir na sua empresa, crie, nem que seja em caráter provisório! ] a saber : “Supervisionam rotinas administrativas em instituições públicas e privadas, chefiando diretamente equipe de escriturários, auxiliares administrativos, secretários de expediente, operadores de máquina de escritório e contínuos. Coordenam serviços gerais de malotes, mensageiros, transporte, cartório, limpeza, terceirizados, manutenção de equipamento, mobiliário, instalações etc; administram recursos humanos, bens patrimoniais e materiais de consumo; organizam documentos e correspondências; gerenciam equipe. Podem manter rotinas financeiras, controlando fundo fixo (pequeno caixa), verbas, contas a pagar, fluxo de caixa e conta bancária, emitindo e conferindo notas fiscais e recibos, prestando contas e recolhendo impostos.””

Fica então essa dica/orientação, não vamos desistir da produtividade, precisamos afiar os machados e orientar a equipe a repensar cada responsabilidade e obrigação de cada um da equipe, cabe ao gestor não dar ordens desconexas e nem provocar a equipe com “inputs” desnecessários. O time que joga bem joga cadenciado, sem pressão excessiva, para que a criatividade, prazer em estar ali, aconteça e consiga virar o jogo em cima das diversas adversidades.

Compartilhe esta publicação

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email