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Sábado, 13 de agosto de 2022

A MENTALIDADE DE PERSEGUIR QUEM EMPREGA.

Capturar

Por Marcos Alencar (06/07/15)

Hoje o Governo Federal promete desengavetar o seu Programa de Proteção ao Emprego. O alarmante índice de desemprego e o fechamento de número significativo de empresas, a exemplo das concessionárias de veículos, vem deixando o Ministro do Trabalho e o Governo Federal em “xeque”. A tão sonhada reforma trabalhista que o partido dos trabalhadores não foi competente o suficiente para pôr em votação, vem segmentada com a sigla PPE, que significa Programa de Proteção ao Emprego.

Não estou aqui criticando o Governo, entendo que tudo que for feito para manter a pessoa empregada é válido, pois como já escrevi centenas de vezes, em outros artigos, o desemprego é a maior catástrofe que uma Família pode enfrentar. Quem conhece o desemprego de perto, sabe bem disso e pode escrever várias histórias trágicas, sem nenhum final feliz. Logo, antes de se pensar em direitos de primeiro mundo, temos que manter as pessoas empregadas e recebendo seus salários em dia.

O Governo ao lançar o PPE, demonstra também que o problema brasileiro é de mentalidade. A mentalidade aqui é de pensar somente na pessoa do trabalhador e esquecer por completo a outra pessoa que emprega. Para mim o Programa correto seria Programa de Proteção a quem Emprega, pois ao proteger e estimular quem emprega, teríamos assim maior sedução a contratação de pessoas.

No Brasil de hoje é cada vez pior a mentalidade de perseguição aos que empregam. As autoridades do trabalho – leia-se, Auditores Fiscais do Trabalho, Procuradores do Trabalho e Magistrados do Trabalho, não são tolerantes como deveriam ser com quem mais emprega. Em data recente, no Recife (Pe), uma grande empresa de callcenter que emprega mais de 10mil trabalhadores, teve as suas atividades suspensas por entender as autoridades do trabalho, que havia descumprimento de direitos trabalhistas. Não quero entrar no mérito da discussão, se havia ou não havia, o que não pode é parar uma empresa desse porte.

O empresário hoje, principalmente os grandes, podem desmontar os seus negócios e produzir noutro Estado ou País. Associado a isso, temos o desemprego tecnológico, não é mais lunático se pensar em um ônibus sendo dirigido pelos sistemas de navegação do Google, sem o uso da mão de obra de motoristas e de cobradores. Do callcenter sendo realizado pelo atendimento de um computador, que entende e responde simulando uma voz humana. Portanto, precisamos mudar a mentalidade do Brasil e ter como protetores da sociedade, os que empregam.

A marginalização dos empresários, que são atacados severamente pelas autoridades do trabalho, aplicando a Lei sem dó e nem penitência, precisa ser revisto. O País está em crise, o mercado financeiro que não tem férias, nem FGTS, nem décimo terceiro e nem adoece, está pagando bons rendimentos, sem contar que o nível de stress e de aparato para atender a burocracia de se ter uma empresa, não existe. A minha recomendação é que se crie uma frente de defesa a quem gera empregos, pois fazendo isso, a baixa do desemprego será uma conseqüência, um fim e não um começo como sempre foi imposto nesse País.

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