O PROGRAMA DE INVESTIMENTO EM LOGÍSTICA E OS EMPREGOS.

Capturar

Por Marcos Alencar (09/06/15)

O Governo tira da cartola mais um programa para ludibriar a crise, repetindo o mesmo comportamento do saudoso PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. A promessa é de investimento bilionário na privatização de rodovias, ferrovias, portos, etc.. O que era exorcizado pelo Governo (há mais de 12 anos no Poder) passa a ser idolatria. Partidarismos à parte, vejo isso com bons olhos para salvação de milhares de empregos, pois sem investimento na área da construção civil pesada, os demais setores tendem a estagnar. Todas as vezes que a construção civil sofre um freio, o sintoma é o mesmo. Mas o que isso tem a ver com trabalhismo? Ora, muito a ver, tem a ver com empregos, melhores salários, com a maior distância da “cartilha cubana francesa” que só enterra mais o desenvolvimento do País.

O governo acorda para realidade de que sem investimento privado a coisa literalmente não acontece. O próximo passo para termos os tão sonhados investimentos, é o resgate de que VALERÁ O QUE ESTARÁ ESCRITO. O Brasil precisa levantar o muro e deixar de ser a terra dos muros baixos, do jeitinho brasileiro. O Poder Judiciário em geral, mais ainda o trabalhista, deve cumprir a Lei e respeitar os contratos, acabar com o ranço legislativo paternalista que abraça a causa trabalhadora mais do que os seus próprios defensores (leia-se sindicatos de classe e advogados) – pois isso só reverte contra os trabalhadores. A partir do momento que se dá uma hiper proteção para uma categoria, posso citar como exemplo, as gestantes, cria-se uma restrição a contratação de trabalhadoras nestas condições. Cabe ao Judiciário julgar, apenas isso, sequer funcionar através de suas associações como se um partido político fosse opinando em projetos – a exemplo recente o da terceirização.

Se houver no País um resgate de RESPEITO AOS CONTRATOS E AS REGRAS ESTABELECIDAS, o que eu acho difícil, pois nem o Governo e nem a Justiça respeitam, tudo é motivo para uma discussão, entonação e jeitinho – não teremos pessoas sérias investindo no País, pelo simples fato dessas pessoas não confiarem em quem está do outro lado do balcão. O – repito – ranço assistencialista comunista barato, de sustentar com peixe os que não produzem, tem que acabar, o modelo precisa ser superado. Cabe ao Governo dar condições de educação profissional de excelente qualidade aos que querem o crescimento profissional, a classe trabalhadora precisa disso para crescer e gerar o seu próprio sustento. Merecem amparo os especiais, que não detêm a mesma saúde para enfrentar o mercado de trabalho.

Quanto ao capital, precisa ser tratado com dignidade e imposto pelo Governo regras claras que devem ser respeitadas pelas autoridades do trabalho (Auditores Fiscais, Procuradores e Magistrados). Havendo esse mínimo de segurança, associado ao gigante mercado que temos, carência de consumo, etc, sem dúvida que o programa vai ter sucesso e que teremos nas nossas mesas maior fartura gerada pela alta empregabilidade.

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