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Sábado, 13 de agosto de 2022

Indenização por “Promessa Frustrada” ganha corpo.

Indenização por “Promessa Frustrada” ganha corpo.   Por Marcos Alencar (10.10.2013) A expressão “Promessa Frustrada” já foi palco de outro artigo aqui no blog. Dessa vez estamos relatando uma notícia decorrente de uma promoção prometida e não concedida, envolvendo outro Banco. Como mencionei no outro artigo que escrevi em data recente a expressão “indenização por dano moral” era algo estranho, soava mal aos nossos ouvidos. Hoje, concorre com o pedido de horas extras na maior parte das reclamações trabalhistas. O “dano moral coletivo” mesma coisa, era algo excepcional, e atualmente se  banalizou. Qualquer suposta agressão a mais de um trabalhador recai na vala comum do “dano moral coletivo”, graças à interpretação flex que vem sendo dada pelo MPT nas ações civis públicas e amparado pelo Judiciário. Em muitos casos que não vejo nada de coletivo, mas sim de interesses de um grupo de trabalhadores bastante definido (fica o registro da nossa crítica a este tão valioso instrumento, que é a ação civil pública). A figura denominada de “Promessa Frustrada”, ainda é novidade, mas pode ser que em breve caia na rotina das reclamações. O caso abaixo noticiado é interessante, porque dista do ano de 2004. O advogado do Banco se diz lesado porque recebeu uma promoção e esta não foi cumprida de fato. Em 2006 ele processa já com o uso desta tese indenizatória, advogando em causa própria. Realmente, um desbravador. Com este posicionamento do TST sendo divulgada, decisão unanime capitaneada pelo voto da Ministra Delaíde, sem dúvida que novos casos surgirão porque muitos passam por tal situação e não viam a possibilidade de processar e receber uma indenização em troca. O valor da indenização – neste caso – também foi muito significativa, R$80mil – mesmo se tratando de um Banco. TST

Esperança e frustração. Esses foram os sentimentos vivenciados por um advogado ao saber que o Banco Bradesco S.A não iria cumprir a promessa de promovê-lo na empresa. A promessa, feita em 2004 e não realizada, resultou em dano moral contra o banco e indenização de cerca de R$ 80 mil para o bancário, que durante todo o processo advogou em causa própria. Admitido em uma agência do Bradesco em Goiânia (GO), em agosto de 2000, como escriturário, em abril de 2004 ele foi transferido para o departamento jurídico do banco, em Brasília. Obtido o registro na OAB, o banco teria lhe prometido a promoção, com salário superior, para o cargo de advogado iniciante. Mas a promoção não veio. O bancário permaneceu com o mesmo salário e na função de assistente jurídico. Segundo o Bradesco, não houve a promessa para a promoção: o empregado não possuía experiência suficiente para atuar como advogado, e jamais condicionou a sua transferência para Brasília a uma futura promoção, “ou mesmo alimentou falsas esperanças”. Já o advogado afirmou que passou por dificuldades financeiras enquanto aguardava a efetivação da promessa e teve de recorrer a empréstimo para se manter em Brasília.  Em agosto de 2005 veio a demissão. A relatora do processo na Sétima Turma, ministra Delaíde Miranda Arantes, observou que o rompimento injustificado das negociações revelam a quebra do princípio da boa-fé objetiva, que deve estar presente nas tratativas entre empregado e empregador e que encontra respaldo no artigo 422 do Código Civil. Ainda para a magistrada, ficou evidenciado que o trabalhador sofreu constrangimento com a atitude do banco, “inclusive por ter se mudado de cidade a fim de realizar-se profissionalmente, o que não ocorreu”. A decisão, por unanimidade, na Sétima Turma reformou o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, que havia negado a indenização para o empregado. (Ricardo Reis/CF).  Processo: RR-195900-76.2006.5.18.0003  ]]>

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