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Segunda, 18 de outubro de 2021

O Juiz simples.

Prezados Leitores,

Escrevo esse post não para falar mal dos Magistrados arrogantes ou dos que se acham imortais pela toga que carregam sobre os ombros, mas para valorar e destacar os “Juízes simples”. Sei que muitos terão a sua referência de “magistrado simples” os mais felizes quando recordarem de algum que se depararam em plena atuação, realmente exercendo o papel de SERVIDOR PÚBLICO.

A falta de simplicidade no ramo do direito é algo comum de se ver, em todas as esferas e patamares, advogados, procuradores, servidores, até os estagiários as vezes dão aula de prepotência e de arrogância. Abordo o tema dos Juízes, porque abaixo de DEUS são eles que julgam e decidem o destino de muitos.

Para que o Juiz tenha a visão apurada de cada problema que se apresenta na sua magnífica jornada diária de trabalho, deve exercer a simplicidade, a humildade, e sempre buscar servir as partes, aconselhando, orientando, exercitando o espírito conciliador, deixando transparecer que o julgamento deve ser a última via a ser seguida.

Na minha vivência aqui na Sexta Região, TRT de Pernambuco, existem ícones que merecem ser lembrados por tudo isso que realmente são quando estão togados na mesa de audiência, o Juiz do Trabalho Larry da 13 VT, o Juiz do Trabalho Amaury da 14 VT [creio na proximidade das Varas por simples coincidência] esses realmente são mestres quando se pensa em livre acesso das partes, do diálogo aberto, franco, aconselhador, que acalma os ânimos dos que ali comparecem para um confronto.

Temos que referendar o Magistrado já aposentado Juiz [que exerceu por longa data a cadeira de Ministro do TST] Dr. Márcio Rabelo, um gentleman, exemplo vivo de polidez e de trato fino com as partes. Na esfera cível daqui conheço pouco, mas tem um que é digno de medalha quando o assunto é acesso, lisura, humildade, o Juiz de Direito de uma das Varas Cíveis da Cidade do Cabo de Santo Agostinho, Pe, Rafael de Menezes, um jovem entusiasta e eterno professor das partes, dentre outros que agora não me recordo, enfim.

Dentre esses retrato [com suspeição] Luiz de Alencar Bezerra, meu Pai, já aposentado como Juiz do Trabalho de uma das Varas do interior do Estado de Pernambuco, Palmares, que exibia uma enorme placa na secretaria da Vara, na época Junta de Conciliação e Julgamento, que dizia “qualquer cidadão pode falar com o Juiz”.

Quem me conhece ou lê um pouco do que escrevo, sabe que não tenho a mínima vocação para ser bajulador de magistrados, ao contrário, sou um crítico ferrenho e acho o mais atuante perante a ouvidoria do TRT6, sempre registrando os reclamos e o que se pretende mudar, citei estes porque são – como disse – ícones, exemplos, para guiar os jovens magistrados que iniciam as suas carreiras e que muitas vezes ficam embebedados pelo poder da caneta, extasiados pela elegância da toga, e pegam a tal “juizite”.

Juizite nada mais é do que  uma doença vinculada ao pensamento de que o Juiz está acima de tudo e de todos, quando na verdade o Estado Juiz está ali para servir, para receber, entender, apreciar e aplicar a Lei nos casos em que for julgar os problemas dos cidadãos, nada mais do que isso.

É isso, fica aqui esse pessoal desabafo – abusando da paciência de vocês leitores – para semearmos uma Justiça mais dócil, mais humilde e cordata, que os Magistrados entendam de uma vez por todas que é dever do sacerdócio Juiz atender bem e ser gentil com todos, partes, servidores, advogados, etc.

Sds Marcos Alencar

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