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Terça, 19 de outubro de 2021

2 BILHÕES com a LER.

Lesão
Lesão

Prezados Leitores,

Noticiado na agência FOLHA que “….Os movimentos repetitivos que desgastam ossos e músculos dos trabalhadores brasileiros vão custar cerca de R$ 2,1 bilhões à Previdência Social neste ano. O valor equivale, por exemplo, a um quinto do investido no Bolsa Família em 2008. A LER (lesão por esforço repetitivo) teve sua identificação por peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aumentada em 586% entre 2006 e 2008. Os casos passaram de 20 mil em 2006 para 117,5 mil em 2008. A pressão por metas e as condições inadequadas, ressaltam especialistas ouvidos pela Folha, são os principais motivadores da doença. O salto no reconhecimento da LER pode ser explicado pela implementação, em 2007, do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário). Em linhas gerais, o NTEP é uma relação entre atividades profissionais e suas doenças mais comuns. Antes de ele ser estabelecido, cabia ao profissional provar que a doença estava ligada ao trabalho. Agora, a empresa passa a ter de provar que ofereceu condições para que o empregado não adoecesse. Assim, a associação entre enfermidade e trabalho tornou-se quase automática.

Eu defendo há mais de 10 anos que a prevenção trabalhista é a “bola da vez” em todos os sentidos. Conheço de perto pelas minhas atividades profissionais, o drama que é no ambiente de trabalho termos um empregado vítima da LER. O enfoque que quero dar aqui não é o da culpa, mas o da saúde pública e humanitário, pois mesmo que o empregador tenha adotado todas as medidas protetivas e legais, sempre se envolve no caso.

Imagine um empregado que quer trabalhar, que adora a função que exerce, e por estar lesionado pelo exercício desse trabalho, tem que parar e ir parar nas traumáticas filas do INSS.

Além disso, as indenizações que estão sendo desenhadas pelo Judiciário trabalhista sempre se baseiam no pagamento de um valor x, geralmente altíssimo, pelo dano moral e ainda uma pensão vitalícia a ser paga pelo empregador, independente da pensão do INSS.

Outro ponto que gostaria de comentar, é que esse fenômeno vai dar mais impulso com a fiscalização do ambiente de trabalho, os empregadores que não estiverem atentos com todos os detalhes relacionados com a área de segurança e medicina do trabalho vão amargar altas multas.

Prevenir é sempre mais barato, confortável e humano, do que remediar, quem emprega deve ter isso na pauta do dia.

Sds Marcos Alencar

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