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Segunda, 18 de outubro de 2021

Entrevista de desligamento é válida.

Prezados Leitores,

Tenho obtido excelentes experiências com a “entrevista de desligamento”. Porque muitos empregadores não a adotam? Eu acho que é pelo “mau momento” da hora, ninguém – dentro da normalidade – fica feliz por dar a notícia da demissão, idem quem a recebe, e o clima é o pior possível para se falar em “entrevista de desligamento”.

Mas, o fato é que tenho convencido muitos em fazê-la e pior que funciona, é inacreditável como dá bons frutos, principalmente se for conduzida por um profissional que tenha o dom do diálogo e convença o entrevistado de que apesar dele estar sendo demitido e fora do time, àquele ser um bom momento para “lavar a roupa suja”.

O “lavar a roupa” significa abrir o verbo e explicar pela ótica do demitido o motivo de não ter dado certo. As justificativas algumas vezes são descabidas e sem sentido, mas outras vezes – somadas as entrevistas passadas – dão um rumo para que o empregador corrija o que está fazendo de errado em prol da perda de bons valores.

Eu entendo que há falhas que são imperdoáveis do ponto de vista do emprego, pode até se perdoar e dar uma segunda chance, mas não no mesmo trabalho. Reputo as mesmas na perda da confiança profissional e na honestidade, faltou uma das duas, fica difícil manter a relação. As demais causas, vejo como recuperáveis e passíveis de transformação.

É emocionante nos depararmos com empregados que iniciaram no emprego com postura diversa do perfil esperado, sem qualificação, sem velocidade na operação das tarefas, e meses após o vemos com outros olhos, o enxergamos com um excelente profissional que se superou e que passa a servir de exemplo e de motivação para seus pares. Essa superação agrega valor a quem emprega e principalmente ao trabalhador, pois quanto mais qualificado, tende a ser mais digna a sua profissão e resultados.

Por isso, deve o empregador investir pesado na entrevista de desligamento, para ouvir desse maior crítico – que é o empregado demitido – aonde ele empregador está falhando ou quem da chefia está deixando de fazer o “dever de casa”.

Um dia desses me deparei com uma situação inusitada, o Chefe mandava embora todos que ameaçavam o seu posto e só se cercava dos incompetentes e acomodados, era impressionante o curriculum e histórico de quem ele dispensava. No momento da consolidação da entrevista de desligamento, percebeu o empregador isso claramente.

Sim, mas como deve ser feita essa entrevista, o que perguntar? Cada empregador deve fazer a sua sob medida, de preferência sendo orientada por um bom RH e psicólogo, que pode ser contratado por ato, cada vez que alguém for mandado embora se aciona esses profissionais para que apliquem a entrevista e façam a leitura do seu resultado.

Não é a tóa que nascemos com duas orelhas e apenas uma boca, ou seja, ouvir é essencial, principalmente os mais severos críticos!

Sds Marcos Alencar.

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