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Sábado, 13 de agosto de 2022

A TESTEMUNHA SUSPEITA COM PROCESSO TRABALHISTA

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Por Marcos Alencar 05/07/2016

No Brasil, existe um fenômeno interessante em relação as Súmulas do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. Se a Súmula defender a causa trabalhadora, ela é aceita acima da Lei e além disso, em sentido amplo. Se for o contrário disso, a aplicação fica restrita a poucos julgados de primeira e segunda instância, sendo apenas respeitada pelo próprio Tribunal Superior do Trabalho.
No caso da Súmula 357 do TST, não é diferente. A Súmula veio para reafirmar que o fato da testemunha qualificada, ter processo contra uma das partes, tal fato não pode ser utilizado como motivo para impedir a sua ouvida, porque o direito de ação é sagrado e não pode sofrer qualquer restrição.

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Súmula nº 357 do TST
TESTEMUNHA. AÇÃO CONTRA A MESMA RECLAMADA. SUSPEIÇÃO (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra o mesmo empregador.
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Apesar disso, a referida Súmula não é um salvo conduto para as testemunhas que são inimigas da parte, normalmente da empresa (reclamada), principalmente se isso estiver confessado noutro processo.

Caso a testemunha, ora contraditada, afirmar no seu próprio processo que é inimiga da empresa, que foi perseguida pela empresa, assediada, ou que sofreu dano moral – por exemplo, demonstrando assim uma detalhada animosidade, entendo que a testemunha não cumpre com os requisitos essenciais da imparcialidade – para prestar depoimento em Juízo.

Por razões óbvias, ela comparece com intuito de favorecer a parte que lhe arrola, no processo.

Diz a Lei que:

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CLT – Art. 829 – A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.
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Portanto, se ficar demonstrada a ausência de parcialidade, resta previsto na Lei que a testemunha não deve ser ouvida, porque a mesma vem ao processo com intuito de prejudicar ou de favorecer alguma das partes, não se aplicando ao caso a Súmula 357 do TST.

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