AS NOVAS TECNOLOGIAS ELIMINAM POSTOS DE TRABALHO?

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Por Marcos Alencar (20/01/16)

A pergunta que faço e questiono (sem responder ao certo) neste post, visa levantar um debate a respeito das novas tecnologias ou na ampliação delas nas atividades da sociedade, se isso ajuda ou atrapalha a humanidade na questão da empregabilidade (?).

O site “sohistoria” define que – “A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas.”

Entendo que a sociedade moderna está passando por um novo ciclo de industrialização, sendo que ao invés das máquinas temos os softwares, os chips, os computadores – mas na essência estamos em franca “substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas”.

Na medida em que os governos e as instituições lutam contra o desenvolvimento tecnológico e exigem “burramente” a criação de empregos por decreto, sem repensar na baixa do custo da mão de obra (me refiro a redução, sem reduzir salários – mas sim direitos mais flexíveis), não vejo com bons olhos o futuro da nossa nação.

O ato de empregar alguém deve ser visto como um ato de sedução. Todo o arcabouço jurídico precisa seduzir o capital para que ele queira estar ao lado do trabalho (seres humanos empregados). Se esta sedução não existe ou se é um ponto de “stress”, isso provoca a fuga do capital em busca das novas tecnologias.

Para estimular o debate, faço algumas comparações concretas: O alto custo do petróleo e a banca imposta pelos Árabes, estimulou o carro elétrico; O alto custo da energia elétrica, estimula a adoção de painéis solares fotovoltaicos; o alto custo da telefonia, estimulou o surgimento do whatsapp (mais barato escrever uma mensagem do que fazer uma ligação); enfim, a hiper valoração de alguma coisa faz com que a parte que se sente explorada, busque caminhos alternativos.

Na medida em que um motorista de ônibus passa a receber um salário de R$10.000,00 (dez mil reais) para dirigi-lo, valerá a pena a empresa instalar um supercomputador e um software de “self-driving car” que já está sendo desenvolvido com sucesso pela google e outras empresas do ramo. Porém, enquanto o salário for compatível, valerá a pena ter o ônibus dirigido pelo ser humano motorista e a tecnologia não será atrativo ao empresariado.

O altíssimo custo de se ter empregados no mundo assistencialista que encara o lucro como pecado (Brasil, França, Itália, etc..) estaremos “cutucando a fera do desenvolvimento tecnológico com uma vara muito curta”. No Reino Unido, apenas para terminar com estes exemplos concretos, temos algumas lojas do “Sainsbury’s” (rede de pequenos mercados) sem caixas seres humanos, o cliente passa os seus produtos no leitor ótico e ao final paga com o cartão na máquina do caixa. A mesma coisa ocorre na rede americana “Voons” em algumas de suas inúmeras lojas.

Em síntese, o Brasil precisa enxergar tudo isso e abrir um fórum permanente de análise das novas tecnologias versus os postos de trabalho e entender que a conta de empregar alguém de carne e osso precisa ser – no mínimo – um pouco maior do que se ter uma máquina. Taxar com severidade a empresa que investe e pretende ter mais e mais postos de trabalho, não é o caminho adequado.

Eu confesso que não tenho uma fórmula mágica para reduzir o custo da mão de obra, mas há dentro de mim um bom começo que é a ideologia de valorizar o lucro, o investimento na produção, em aumentar a tolerância e acabar a perseguição (leia-se fiscalização descomedida e persecutória: INSS, Ministério do Trabalho, MPF, Ministério Público do Trabalho, Receita, enfim) de quem gera empregos. Estes órgãos deveriam trabalhar em prol de quem emprega e não contra eles.

Precisamos urgente mudar a direção e evitar que quem possui um negócio, pense todos os dias em não ter mais negócio ou em ter o mínimo de empregados possível. O capital precisa ser seduzido, para que os postos de trabalho se estabilizem e que quem emprega veja que vale a pena ter uma pessoa ao seu lado ao invés de uma máquina.

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