O que devo fazer para me valorizar no trabalho?

O que devo fazer para me valorizar no trabalho?   Por Marcos Alencar (17.07.2013) São muitos os candidatos a emprego que estudam a melhor forma de conquistar o mercado de trabalho, preparam um excelente currículo, se atualizam com cursos e treinam como se comportar com a entrevista de emprego. A maioria pensa que ao conquistar o sonhado posto de trabalho os problemas estão resolvidos. O manter-se no emprego, com crescente valorização e respeito, é pouco ensinado e treinado. O empregado também muitas vezes cai na vala comum dos que passam o tempo todo almejando mais direitos e benefícios, esquecem-se do que realmente dá estabilidade no posto de trabalho. Antes de pensar em direitos e regalias, o empregado deve seguir e galgar alguns degraus no ambiente de trabalho, que objetivamente cito os principais – considerando a minha experiência na ouvida de muitos empregadores e muitos empregados que são demitidos e se queixam após não ter mais como recuperar o vínculo de emprego, a saber: 1  Pontualidade e assiduidade – É natural que nos primeiros meses de convívio empregatício o empregado seja muito aferido pela sua pontualidade. Entenda ser pontual com o andar no tempo, chegar no horário inclusive nos dias em que há motivo suficiente para não atender a isso. Ser pontual com as tarefas, com os retornos (telefonemas, e-mails). A assiduidade é estar presente todos os dias e evitar as faltas. Mesmo justificadas, o empregador tende a desistir e não valorizar o profissional que falta muito ao trabalho. 2  Ter um bom relacionamento – É importantíssimo que o recém-chegado saiba se relacionar com os demais empregados, chefia e subordinados, sem ser “bajulador” e nem bancar o “chefe bonzinho” deve se pautar pela sinceridade no relacionamento, dialogando muito e se posicionando como uma pessoa que está descobrindo o funcionamento daquela empresa. Deve ser evitado tomar partido de assuntos polêmicos, também não permanecer sempre em cima do muro, busque a cautela no posicionamento. 3 Saber fazer – O “saber fazer” é imprescindível. A partir do momento que a sua contratação é efetivada, pouco importa os cursos que você tenha no seu currículo, o que vai importar mesmo é a sua operacionalidade na solução dos problemas que se apresentam. O ato de realizar as tarefas sem mexer com toda a empresa e ter os resultados atuando num ritmo constante e em silêncio, conta muito. Isso é o que mais valoriza o profissional no seu posto de trabalho, é a real estabilidade, tomar conta dos problemas e dar cabo a soluções, de maneira rápida e segura. 4 Ser exemplo e organização – Se a sua função for de chefia, mais ainda é necessário cumprir com este requisito, que é a organização. Você deve ser motivo de organização na empresa. Entenda organização como algo que vai do tema mais simples, como ter a mesa limpa, as gavetas organizadas, o envio de uma correspondência num padrão profissional, em suma, passe para todos a impressão de que é organizado. Isso lhe dará muita credibilidade naquilo que estiver tratando. Anotar as coisas e cumprir com tais acertos, é um dos pontos que mais demonstra a sua organização. Ter uma agenda detalhada dos compromissos e do que tem a fazer, idem. 5 Ser solidário – Outro ponto que mantém o profissional vivo na organização empresarial é a sua sustentação política. Ter uma taxa de rejeição grande, não combina com uma carreira de sucesso, porque uma força anula a outra. Os que apoiam a sua permanência são anulados pela resistência dos que querem lhe ver longe da empresa. A melhor forma de apaziguar os ânimos, afastar a inveja do seu sucesso e baixar a taxa de rejeição, é sendo solidário. A solidariedade está baseada no ajudarmos aos outros mesmo que eles não mereçam a nossa ajuda, mas mesmo assim ajudamos em prol da empresa e com atitudes sinceras. Cito como exemplo o propagar o lado bom das pessoas. É muito prazeroso ouvirmos de terceiros que fomos elogiados por alguém. Isso funciona, da mesma forma, quando este alguém parece ser um de nossos concorrentes ou adversário. A tendência é a de baixar a animosidade. Invista nisso, ajude as pessoas de onde trabalha indiscriminadamente. 6  Se pagar –  O profissional que pretende manter-se interessante para o seu empregador, deve repassar sinais constantes de que “ele se paga”. Isso não precisa ser informado de maneira ostensiva e nem ligando estes dois pontos, da sua permanência no emprego com o que dá de lucro à empresa. Porém, de forma subliminar deve sim ser informado, para que o empregador tenha a certeza de que a sua contratação foi um bom negócio e que as suas metas e resultados estão sendo atingidos. O relatório daquilo que se faz, de forma sucinta é  interessante, também o de relatar os insucessos e os “porquês” desses. 7 Atualize-se e capacite-se – Seguindo todos os passos antes informados, independentemente da empresa custear novos cursos e aperfeiçoamento profissional,  não desleixe nesse investimento na sua carreira. É necessário estar sempre apto e atualizado. Vez por outra,  poderá ser oferecido à empresa um candidato a emprego que supostamente faça a mesma coisa que você vem realizando, com a possibilidade de receber menor salário e ter maior disponibilidade de tempo, etc.. A sua capacitação, conhecimento profundo das suas tarefas, deixará o empregador com receio de mexer no “time que está vencendo o jogo” e provavelmente não vai optar pela novidade que está sendo ofertada.

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