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Segunda, 18 de outubro de 2021

O vocábulo empreendedorismo = sucesso.

Prezados Leitores,

Peço licença para transcrever na íntegra, interessante artigo de autoria de Edson Lazarini. Nesse Blog, abrimos raras exceções para fazer isso, nesse caso ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente o Edson, pedi por e-mail que me permitisse transcrever o artigo dele, sendo atendido gentilmente. Li e percebi que nós brasileiros, principalmente os que julgam, precisam sintonizar com tais idéias e entender que quanto maiores somos melhor passamos.

 

 

Segue abaixo o artigo na íntegra:

O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.”

(Abraham Lincoln)

O vocábulo empreendedorismo, objeto de distintas conceituações pelo vernáculo pátrio, geralmente é associado a motivadoras histórias que relatam os caminhos desbravados, as dificuldades experimentadas e, sobretudo, os invejáveis resultados provenientes do despertar da centelha da criatividade em pessoas reais, que, ao se despirem do véu do senso comum, vislumbraram oportunidades que não apenas lhes propiciaram a consagração empresarial, como também imantaram seus nomes ao próprio vocábulo: sucesso.

A história global se encontra recheada de exemplificações, de casos de empreendedorismo típicos. Pessoas que – não obstante protagonizarem o papel de vítimas em cenário repleto de dificuldades e adversidades – optaram por abandonar a sombra do medo e por lavrar o campo do próprio sucesso. Em comum, apenas a coragem, a determinação e a perseverança. Atributos do empreendedorismo.

Mas, volvendo os olhos às estatísticas, e se valendo das sábias palavras constantes do pensamento que inaugura estas reflexões, quantos foram aqueles empreendedores que “tombaram antes de vencer”? Incontáveis, certamente.

No Brasil, diante de necessidades ilimitadas, recursos escassos, e demais barreiras e embaraços que caracterizam os países emergentes, as tentativas de empreendedorismo, para lograr inclusão no livro dos contos de sucesso, também precisam vencer outros desafios, desafios que não apenas minam as relutantes forças do empreendedor, como até mesmo ousam ceifar-lhes a dignidade.

Os melhores compêndios de administração revelam o empreendedorismo como uma opção a ser escolhida diante da oportunidade constatada. Todavia, no Brasil, diferentemente do ministrado em tais obras acadêmicas, o impulso empreendedor advém, em sua extensa maioria, da necessidade e não propriamente daquela irrecusável oportunidade descortinada pelo destino.

Constata-se que a inegável dificuldade de inserção no mercado de trabalho, decorrente, principalmente, da insuficiente capacidade técnica, se constitui no principal impulso motivacional ao exercício do empreendedorismo nacional. Programas de Demissão Voluntária também contribuem à desova de novos, animados, porém, de todo despreparados, empreendedores brasileiros.

Tais pessoas, desempregadas e tecnicamente incapacitadas ao exercício das mais elementares atividades profissionais, uma vez erigidas, por necessidade, ao status de empreendedores, são submetidas às mais variadas provas de resistência, algumas endógenas, decorrentes de sua própria incapacitação, e outras exógenas, representadas pelas dificuldades inerentes ao empresariado brasileiro, as quais, por deveras vergastadas, dispensam exemplificações.

É cediço que o empreendedorismo encontra terreno fértil em ambiência de mudanças e de novos desafios. Vale-se da inovação e, principalmente, da criatividade e da determinação para combater as dificuldades e as necessidades que germinam a luz do quadro fático que é, a cada dia, cinzelado.

As mudanças hodiernamente vivenciadas, diante, principalmente, das turbulências econômicas ventiladas a nível global, propiciam um cenário bastante convidativo ao resgate do empreendedorismo nacional, visto que o Brasil, por possuir um sistema financeiro já saneado, em tese, não se encontra tão fragilizado aos efeitos da crise quanto às demais nações capitalistas.

O brasileiro, por sua vez, é arcabouço de criatividade, perseverança e determinação, características que se constituem em atributos do próprio empreendedorismo.

Basta, portanto, um incentivo. Um maior investimento em educação, a eliminação de uma barreira tributária, a criação de mais incubadoras, a disponibilização de capital de risco, enfim, qualquer medida que propicie condições factíveis de aliar a vontade de vencer do brasileiro e a imensa gama de oportunidades que diariamente afloram. Absolutamente nada se perde com tal incentivo, mesmo porque, se o pretenso empreendedor não atingir o objetivo almejado, este – parafraseando o escritor José de Alencar – “pelo menos fará coisas admiráveis”.

 [ Escrito por Edson Lazarini – Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Paraná. MBA em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Acadêmico de Direito. Atua como Contador Forense e como Consultor Empresarial. Possui diversos trabalhos técnicos publicados.]

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