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Sábado, 23 de outubro de 2021

O trabalhador pobre precisa de mais benefícios.

Prezados Leitores,

A manchete desse post, melhor explicando, significa dizer que o trabalhador mais necessitado precisa de mais benefícios, e o empregador muitas vezes pode e quer proporcioná-los. E porque não faz?

Vários estudos investigam mudanças no mercado de trabalho brasileiro impactam na probabilidade de as famílias deixarem a condição de pobreza, isso em decorrrência do maior ganho salarial e da alta empregabilidade que vínhamos tendo até setembro de 2008.

Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME/IBGE), apontam para seguinte conclusão: Quanto mais uma família fica na pobreza, mais difícil é escapar desta condição.

A dificuldade se dá na competição por vagas, pois os empregadores que  oferecem salários mais altos, os indivíduos mais pobres são preteridos, por serem profissionalmente menos qualificados.

O estudo mostra que políticas de redução da pobreza devem transpor o mercado de trabalho.

Os IFETS [ Institutos Profissionalizantes criados agora em dezembro de 2008 ] aponta nessa direção, criam em tese as condições suficientes para que haja sustento digno e condições para reverter a situação no longo prazo por intermédio da qualificação.

NA MINHA ÓTICA TRABALHISTA VEJO ESSE GRAVÍSSIMO PROBLEMA ATRELADO AO FATO DE, NO BRASIL, BENEFÍCIO SER SINÔNIMO DE SALÁRIO.

APESAR DA LEI (ART.458 DA CLT) PREVER A POSSIBILIDADE DE ALGUNS BENEFÍCIOS COMO EDUCAÇÃO, SAÚDE, ALIMENTAÇÃO, NÃO SER CONSIDERADO COMO SALÁRIO, MAS NÃO É ESSE O PENSAMENTO DA MAIORIA DOS MAGISTRADOS TRABALHISTAS, FISCAIS DA DRT. E DO INSS.

Se o empregador dá ao seu empregado qualquer benefício e não se documenta de forma robusta, FICA A MERCÊ disso ser entendido como salário indireto e passa a ser considerado como base de cálculo das demais verbas, a exemplo de férias mais um terço, décimo terceiro, etc..

Essa reflexão com base em estudo de órgãos oficiais, deixa claro que a qualificação profissional é o caminho, pois não adianta pagar bons salários se o candidato não tem qualificação.

Para que os empregadores invistam nessa capacitação sem riscos, têm que haver Lei e políticas que garantam que tudo que for pago (bolsa, viagens, material didático e as horas despendidas) não serão computadas como parcelas atreladas ao contrato de trabalho e a sua remuneração, E NEM HORAS EXTRAS.

Ora, atualmente qual é o estímulo para se investir na qualificação do trabalhador, por parte de quem emprega? Será sempre mais vantajoso captar no mercado alguém já pronto, já capaz para assumir as tarefas.

Vamos refletir e exigir que a classe política regule e isente da folha de pagamento os benefícios concedidos por quem emprega, isso sim reverterá a pobreza de muitos brasileiros.

Sds Marcos Alencar.

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