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Segunda, 18 de outubro de 2021

Centrais Sindicais estão no caminho errado.

Como já escrevi, a flexibilização trabalhista [ siginifica permitir maior mobilidade dentro das amarras da legislação ] já existe e está amplamente consolidada desde a Constituição de 1988.

Observe, que atualmente é permitida a redução salarial, pagamento das horas extras com folgas, suspensão do contrato de trabalho, enfim. Porém, tudo isso depende da concordância sindical, e para mim é aqui que reside o problema.

Na minha opinião particular, o sindicalismo brasileiro não está preparado e nem maduro para enfrentar a crise. Não entende, que o maior direito do trabalhador é o direito ao emprego. A proposta levantada pelo secretario do trabalho de São Paulo, o Sr. Afif Domingues, não é ruim e busca manter o vínculo de emprego. É inovadora e merece aplauso. Deveria ter partido da mente sindical, como não partiu, pode ser um dos pontos de não aceitação.

Ora, de que adianta o trabalhador estar repleto de direitos e sem emprego? Não há dúvida quanto a intensidade da crise mundial, nem quanto as demissões, grandes grupos empresariais brasileiros e estrangeiros estão demitindo centenas, milhares de empregados, isso está estampado nos jornais de todoo Mundo. Quem imaginou a posibilidade de uma fábrica como a GM fechar em pleno 2008 ?

A proposta do Afif não pretende conter a crise, mas sim as demissões, manter emprego, vínculo. Evidente, que se não houver fôlego, os empregadores vão levantar os ombros e dizer: “ok, tá bom, não querem negociar, vamos sem nenhum peso na consciência rescindir os contratos” e ponto final!

E agora? As centrais que estão endurecendo o jogo vão fazer o que? Vão assumir a responsabilidade de cuidar dos trabalhadores? De por o pão nas suas mesas? Ou continuar discursando?

O jurista José Pastore [ em entrevista ontem no jornal da globo ]  deixou bem claro que o custo dessa suspensão de contrato, se houver,  será paga pelo Governo, porque deixa de arrecadar e aumenta a parte dos custos.

Mas, e se houver desemprego em massa, será que o Governo também não paga a conta?

Em suma, o problema do trabalhista brasileiro não está só na velha CLT, ela não pode ser a única culpada. Falta de maturidade, no palanquismo [ essa é uma expressão minha, que significa dizer que os sindicatos se aproveitam da situação para fazer palanque político ] dos sindicatos de classe,  e das Centrais, que estão com discurso retrógrado e calcado numa falsa estabilidade, porque não se busca aqui reduzir direitos, só suspender o contrato e manter a remuneração dos empregados. O vínculo de emprego no Brasil é frágil, se demite como quem apaga uma lâmpada, será que isso é tão difícil de ser visto?  

O País precisa de uma reforma na mente dos sindicalistas, para evitarem as empresas “desligarem os disjuntores” e mandarem uma gama de empregados para fila do desemprego, isso sim é que deve ser encarado como prejuízo da classe trabalhadora, das suas famílias, filhos. Imagine a vida sem emprego e sem esperança, para sentir o caos, é isso que temos que evitar.

Sds Marcos Alencar.

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