Por Marcos Alencar 01/08/24 marcos@dejure.com.br
Em maio de 2017 (antes da vigência da Reforma Trabalhista), escrevi um artigo no Trabalhismo em Debate com o título “A Reforma Trabalhista e os Novos Empregos”. Neste artigo eu discuti as mudanças propostas na legislação trabalhista e como acreditava que essas reformas, se bem implementadas, poderiam abrir caminho para a criação de novos empregos no Brasil. Naquela época, muitos encararam essas previsões com ceticismo.
Segue o link do post de maio de 2017 –https://www.trabalhismoemdebate.com.br/2017/05/08/a-reforma-trabalhista-e-os-novos-empregos/
Afinal, o país enfrentava uma crise econômica, e a taxa de desemprego estava em alta. Porém, 07 (sete) anos depois, em 2024, vejo com satisfação que essa previsão está se confirmando. Se olharmos para trás, desde 2017 não foi fácil. Passamos por altos e baixos, incluindo a devastadora pandemia de Covid-19 que sacudiu o mundo e paralisou economias. No entanto, o Brasil persistiu.
A Reforma Trabalhista, que visava flexibilizar as relações de trabalho, trouxe consigo muitas críticas, mas também abriu oportunidades, permitindo que muitos empregos fossem poupados na pandemia (mar2019 em diante). Ao longo destes anos, vimos o surgimento de novas formas de trabalho, como o home office e o trabalho por aplicativos, que remodelaram o mercado. O mercado de trabalho foi se adaptando e se moldando às novas realidades.
A reforma trabalhista de 2017 pavimentou o caminho para um mercado de trabalho mais dinâmico e flexível, permitindo que o Brasil pudesse reagir com mais resiliência às adversidades. Agora, em agosto de 2024, podemos observar os frutos dessas mudanças. Segundoa Agência Brasil, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,9%, o menor índice desde 2014. Este dado é particularmente relevante quando lembramos do cenário desafiador de 2017.
Essa queda na taxa de desemprego é mais do que um simples número; ela representa a materialização de uma esperança que eu tinha quando a reforma foi implementada.
O aumento de empregos é um reflexo direto de um mercado que se adaptou, inovou e soube aproveitar as oportunidades criadas ao longo dos anos. As empresas, agora mais flexíveis, conseguiram se ajustar rapidamente às mudanças do mercado global, e os trabalhadores, por sua vez, se tornaram mais qualificados e adaptáveis às novas demandas.
É gratificante ver que o Brasil está colhendo os frutos das mudanças feitas no passado e que os pessimistas de plantão estavam equivocados, pois o que se anunciava sinistramente como degradação do trabalho, temos pessoas empregadas em alto número, mesmo com o País entrando num péssimo cenário econômico.
Claro que não estou aqui a defender que estamos vivendo uma época de ouro, mas comparado com o resto do mundo ocidental, estamos superando e temos (evidente) e ainda há desafios a ser enfrentados, mas tenho certeza de que o mercado de trabalho continuará a evoluir.
Em 2017, projetávamos um futuro de esperança e agora, em ago/2024, vivemos essa realidade.
E isso é algo que deve ser celebrado!
Marcos Alencar
SEGUE O LINK DA NOTÍCIA DA AGÊNCIA BRASIL
