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A GESTÃO E O DOM / TALENTO DOS SUBORDINADOS.

Escrito por Marcos Alencar | Abril 10, 2019

Por Marcos Alencar 09/04/19

Resolvi escrever este artigo, porque me deparo com muitos gestores sem interpretar o “dom” dos seus subordinados. Com essa falta de atenção, deságuam em graves equívocos no posicionamento estratégico das equipes e falhas honrosas acontecem.

Com o “dom” nascemos, a palavra vem de dádiva. Há pessoas que não precisam estudar música, porque já nascem com o dom de tocar instrumentos, por exemplo. O talento, tem a ver com a capacidade de desenvolver uma habilidade. Existe uma envergadura ao aprendizado e com ele a pessoa se torna talentosa.

Diante disso, do dom e do talento, cabe aos gestores a devida atenção de como se posiciona e ordena o time de subordinados. Há situações que me deparo no dia a dia, arrepiantes, confesso. Pessoas que não tem o dom da organização e nem desenvolveram o talento da disciplina, postos em locais chave da empresa, que somente um subordinado mega organizado, consegue dar conta.

A falta de sensibilidade do gestor para por os subordinados nas posições mais adequadas, gera não somente a perda do desenvolvimento do serviço (porque as coisas passam a não acontecer ou acontecem de forma errada) como também a perda de um empregado que poderia gerar excelentes frutos numa outra posição.

Para não ficar aqui divagando, vou dar um exemplo concreto, mas trocando os nomes, obviamente.

Pedro não é uma pessoa disciplinada quanto a horários e nem organizada em termos de procedimentos, mas é um excelente negociador. O “atendimento” gerado pelo Pedro, é excepcional. Ele consegue, com o uso da palavra, resolver problemas críticos no atendimento da empresa.

O gestor não identificou este dom e talento potencial de Pedro, resolvendo por colocá-lo na gestão do almoxarifado da empresa. A partir desta equivocada escolha, Pedro se tornou um péssimo subordinado, descontente com o trabalho e só cometeu equívocos na sua chefia do almoxarifado.

O fim desta história, termina com a demissão de Pedro, perdendo a empresa um bom empregado, pois ele poderia ter sido colocado na posição certa, de acordo e relacionada com as suas aptidões, atendendo uma necessidade da empresa – que poucos conseguem fazer com êxito.

Em resumo, o gestor da empresa funciona como o técnico na beira do campo, com vários olheiros ajudando a escolher qual o melhor jogador para necessidade que se tem. Se bobear, come uma “mosca” e gera prejuízos elevados.

Eu exemplifico, em conversas informais com alguns gestores, com a nacionalidade das pessoas tem a ver com tudo isso. Os japoneses nasceram (tem o dom) dos procedimentos, dos processos, da disciplina, logo, dificilmente um japonês não dará conta de um setor que exige isso.

Os latinos, considere os brasileiros, são mais voltados para tarefas menos rotineiras e travadas, darão conta com maior presteza do atendimento. Os americanos das finanças, os alemães dos meios de produção, etc.

Evidente que estou generalizando e faço isso com o exclusivo intuito de demonstrar ao gestor a percepção dele em relação as aptidões, ao dom e talento das pessoas que os cercam.  

Portanto, cabe sim ao gestor investir tempo e pesquisa no dom e no talento dos seus subordinados, salientando ainda, que isso se altera com o passar do tempo.