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O chefe deve secretariar seu subordinado.

Escrito por Marcos Alencar | Março 29, 2019

Por Marcos Alencar 29/03/2019, 

Escrevi o artigo abaixo há 10 anos e publiquei aqui no blog.

Hoje acordei com vontade de escrever sobre esse tema, que continua atual e escrevi a palavra “secretariar”. Encontrei um post meu (de 2009), a pérola que segue ao final deste post, achei incrível como o tempo literalmente voa. 

O tema continua atualíssimo e fico muito preocupado quando encontro chefias afirmando que “basta delegar”! que as coisas descentralizam e andam. Eu fico arrepiado quando escuto isso, porque nem sempre as coisas podem ser refeitas e empresas sofrem grandes perdas de reputação e de negócios, por conta da irresponsabilidade e descomprometimento de muitos subordinados. 

Eu tenho acesso a vários ramos de negócios e um dos mais difíceis na minha concepção é a hotelaria e a restauração (bares e restaurantes). Depois desses dois ai, talvez um estaleiro naval seja mais complexo em termos de operação (na minha ótica trabalhista).

Se o gestor quer entender, na prática, o que estou mencionando aqui, de que o chefe deve delegar e SECRETARIAR O SUBORDINADO, basta assistir a operação de um restaurante de peso. 

O “chef” de cozinha que não estiver controlando a elaboração dos pratos desde a cadeia de fornecedores, checando pessoalmente todos os insumos (com a ponta do nariz) pode sofrer um duro golpe no jantar de logo mais a noite e perder não apenas os clientes como a sua reputação conquistada em anos de labuta. 

A chegada dos pedidos, a cronologia dos pratos, a elaboração pela exatidão da ficha técnica, a apresentação (o cliente quer receber o prato impecável, com as bordas brilhantes, ..) o sabor de literalmente emocionar o cliente que espera ansioso pelo momento mágico da primeira garfada.

Se imaginarmos que naquela noite, haverão inúmeros momentos  significativos para aquele grupo de pessoas, desde comemoração de um aniversário, ano de relacionamento,  uma formatura, o fechamento de um grande negócio, etc., o peso da responsabilidade vai a mil, porque a falta de gestão poderá estragar aquele momento único da clientela.

Portanto, o ato de delegar e acompanhar o fluxo, medindo a qualidade e quantidade dos procedimentos, se realmente estão saindo dentro do previsto (do “script”) não é um ato retrógrado e nem de centralização, porque a incompetência e a falta de compromisso é campeã em muitas equipes e o chefe não tem o direito de errar por esse motivo. 

Obviamente, que a melhor das equipes são àquelas que o chefe apenas monitora, não precisa interferir porque o time é “show”. Caso a sua interferência como chefe e resolvedor dos problemas seja uma constante, de forma intensiva, principalmente na quebra de procedimentos, a sugestão é substituir o subordinado que não se alinha com a sua forma de gerir as coisas.

Abaixo segue o saudoso post que escrevi há exatos dez anos! 

******************* SEGUE O ARTIGO DE 2009 ****************

Prezados Leitores (27/03/09),

Nas empresas, normalmente as tarefas são repassadas aos subordinados e algumas delas se perdem pelo caminho. A falta de comprometimento com a execução e retorno dos assuntos são comuns.

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Isso é um atraso na vida das empresas. O chefe acha sempre que não é importante agendar o que está repassando para a equipe e fazer agenda futura para cobrar esse retorno.

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O que fazer para superar a falta de qualificação profissional?

Escrito por Marcos Alencar | Junho 28, 2011

Qualificação profissional pode ser entrave no crescimento de Pernambuco.

Olá

Transcrevo matéria que contribui recentemente ao ESCRITÓRIO DE JORNALISMO. Retratamos o aspecto do trabalhismo num dos Estados que mais cresce no País, em termos de emprego e renda, e sobre as mudanças que podem ocorrer. O que sugerimos de solução para pernambuco, pode servir para outros Estados que crescem menos, mas que enfrentam as mesmas dificuldades, de ter a vaga e faltar-lhe o profissional qualificado para ocupa-la.

“Capacitar e investir são iniciativas que devem caminhar juntas. Isso porque a carência de profissionais qualificados nos níveis técnico e operacional é uma realidade que tem preocupado investidores privados e gestores públicos. A constatação é uma das premissas da pesquisa “A Carência de Profissionais no Brasil” da Fundação Dom Cabral (FDC). Na tentativa de superar esse cenário e garantir o ritmo de crescimento, o governo de Pernambuco, tem realizado iniciativas positivas, a exemplo do programa Novos Talentos, lançado no último mês de maio, em parceria com o Senai e Senac.

O estudo da FDC ouviu 130 empresas de grande porte nas cinco regiões nacionais. Os resultados indicaram uma generalização na dificuldade para contratar profissionais nas corporações que atuam em todo território brasileiro e até mesmo em outros países. De acordo com a pesquisa, no Nordeste 91% das empresas enfrentam obstáculos para realizar contratações, sendo a falta de qualificação o maior entrave apontado por elas.

No programa, apresentado pelo governo de Pernambuco, serão oferecidas cerca de 5 mil vagas em cursos profissionalizantes, destinadas a quem tem idade mínima de 18 anos. “Ações como essa são importantes, mas, é preciso que o governo e a iniciativa privada unam-se para capacitar mais pessoas. Precisamos pensar em alternativas que sejam implementadas a curto prazo, porque devemos chegar a um ponto de equilíbrio, evitando que a mão de obra do pernambucano perca espaço para pessoas de outras regiões”, avalia Marcos Alencar.

As áreas técnica e operacional são as que apresentam menos profissionais capacitados, conforme aponta a pesquisa da FDC. De acordo com Marcos Alencar, a desaceleração do crescimento econômico de Pernambuco é um dos problemas que o Estado poderá enfrentar, caso a situação não seja superada. “É importante analisar as estratégias, utilizadas por países como a China, para manter o ritmo de crescimento e como superaram as dificuldades. Mesmo com as oportunidades algumas empresas pernambucanas ainda vivem num regime colonialista, baseadas numa gestão familiar”, opina o consultor.

Alencar defende a criação de um órgão em Pernambuco que atue com foco na educação profissional. “A implantação da Secretária Estadual de Profissionalização seria uma alternativa para que pudéssemos criar e implementar projetos de formação profissional. Suape é um porto de referência internacional, por isso o empresariado deve lembrar que ele (o porto) opera atualmente com aproximadamente 25% de sua capacidade. Quando esse nível aumentar a demanda por mão de obra qualificada será maior”, afirma Marcos.

Era digital e aprendizado

No Brasil, os trabalhadores empregados nas atividades técnica e operacional, assim como os que almejam ingressar na área, têm entre 18 e 29 anos, segundo dados da FDC. Essa faixa etária é classificada como pertencente à geração Y (o termo refere-se aos nascidos em meados das décadas de 70 e 90). Na era digital, essa geração, encontra tecnologias que têm facilitado o acesso à informação. Contudo, tais ferramentas apenas serão úteis, caso sejam utilizadas, de forma estratégica para a aquisição de novos conhecimentos.

Para Marcos Alencar, a abordagem superficial de alguns assuntos disponíveis na internet, pode comprometer o aprendizado. “Os pertencentes à geração Y devem ampliar os conteúdos vistos na web, a partir de uma reflexão mais aprofundada sobre o que ele viu. O importante é agregar valor à informação ampliando-a ao cotidiano profissional. Essa postura reforça as habilidades inerentes à execução de novas atividades”, avalia o mesmo.”

Retomando, o que eu defendo é um mapeamento das vagas que estão disponíveis e o que irá surgir mais adiante. Em seguida, temos que criar escolas profissionalizantes e práticas. O País e a onde de crescimento econômico, não tem tempo para esperar a formação de um profissional em cinco anos. Temos que ter desapego ao diploma superior, principalmente para esta população carente de emprego e de estudo (profissional). Entendo que o mais prudente seria capacitar quanto ao mínimo possível, a fim de inserir esta pessoa no mercado de trabalho, deixando o mercado (o empregador) consciente de que a formação daquele trabalhador foi precária e que eles (juntos) devem buscar um maior conhecimento no curso do contrato de trabalho.

É importante termos educação e formação de qualidade, este deve ser o parâmetro. Porém, vivemos uma situação emergencial, que os profissionais escolhem aonde trabalhar (lei da oferta e da procura) e os que não possuem formação e nem experiência, ficam marginalizados ( a margem) assistindo a “banda passar”, os empregos existem, as pessoas querem trabalhar, mas falta-lhes o conhecimento. Diante desse fenômeno, momentâneo, precisamos de uma ação de governo para emergencialmente capacitar essas pessoas, num multirão educacional profissionalizante. Sem que isso seja feito, corremos o risco de termos futuros bons profissionais de formação e não haver mais a oferta de empregos que hoje se apresenta.

Sds Marcos Alencar