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SE NÃO VAI BEM, TROCA A GESTÃO!

Escrito por Marcos Alencar | Abril 5, 2019

Por Marcos Alencar 05/04/19.

Eu não gosto de futebol, mas aprendo muito com a tática do jogo e aplico no meu dia a dia, o que muitos presidentes de clube fazem quando o time não vai bem.

Muitas empresas poupam a substituição de líderes, e, ao invés disso, passam a trocar os jogadores – mas os resultados positivos não surgem.

Quando isso ocorre, a culpa, certamente, está no líder.

O bom líder (gestor) é igual a um técnico de futebol. Se ele é bom, na acepção da palavra, vai entender as capacidades do time, liderar, dar exemplo, fazer as escolhas certas para enfrentar os desafios dos adversos, colocando os subordinados nas posições mais adequadas.

Apesar de, repito, não entender quase nada de futebol – eu admiro muito o técnico “Tite”. O geminiano Adenor Leonardo Bachi, é o nome dele, é um mega gestor. Ah mas não vencemos a Copa do Mundo, ora, isso é detalhe, ele é para mim um exemplo de gestão, disciplina, dedicação e amor ao time.

Os soldados não vão para guerra por conta do soldo (tive essa conversa ontem com um grande amigo e também mega gestor), mas por amor a bandeira, ao ideal que defendem, pois não existe dinheiro na face da terra, que coloque um indivíduo no campo de batalha. A inspiração, a vocação, o amor, é que fazem isso acontecer.

O treinador Tite tem uma história linda, nasceu muito pobre, foi jogador e se lesionou cedo, se aposentou dos gramados mas não desanimou e com isso descobriu a alternativa de continuar nos campos de futebol, sendo hoje um admirável técnico.

Neste sentido e direção, é que os gestores precisam se guiar. São pessoas vencedoras, no campo próprio pessoal, que podem liderar e gerir equipes. Ninguém que não consegue se auto gerir, conseguirá apontar a mente dos seus comandados para a estrada de sucesso exigida pelas metas que se apresentam.

As empresas erram feio, quando – no primeiro sinal de que aquele setor não está dando certo – passam a trocar os menos graduados, os subordinados que nada decidem e nem escolhem! poupando os que mandam. Se o setor não funciona, eu aposto muito na culpa do gestor.

O bom gestor não fica em setor que não tem condições de funcionar, porque ele invoca o “guerreiro líder” que habita o seu interior e passa a não admitir o fracasso. O nome vale mais do que o dinheiro que se ganha. Naturalmente, ele vai buscar outras opções no mercado e abandonar o barco.

Em síntese, se a empresa dá condições e apóia as estratégias da gestão, e, se mesmo assim as coisas não andam bem, não funcionam, não perca tempo Sra. empresa e troque o gestor “ontem”, porque de gestão ele não entende nada.

O ato de gerir pessoas é complexo, mega complexo, porque elas mudam a cada segundo, cabendo ao gestor entender o momento e reposicionar a equipe, da mesma forma que o nosso querido Tite faz com brilhantismo.

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O PLR não mudou com a MP 597/12

Escrito por Marcos Alencar | Dezembro 31, 2012

Por Marcos Alencar

A notícia veiculada no site da Câmara dos Deputados, relacionada a isenção do imposto de renda, que transcrevemos: “…A partir de 1º de janeiro, os trabalhadores que recebem até R$ 6 mil de participação nos lucros e resultados das empresas não vão mais ter que pagar Imposto de Renda (IR) sobre essa participação. Foi publicada no Diário Oficial de quarta-feira (26) a medida provisória (MP 597/12) que zera a alíquota do IR nesses casos.  Além da isenção total para quem recebe até R$ 6 mil de participação nos lucros e resultados, foram definidas outras alíquotas, numa tabela progressiva, de acordo com o valor recebido pelo trabalhador.  Vai pagar 7,5% do Imposto de Renda sobre lucros e resultados quem recebe entre R$ 6 mil e R$ 9 mil. O trabalhador que ganha entre R$ 9 mil e R$ 12 mil terá que pagar 15%. A alíquota passa para 22,5% para os trabalhadores que recebem entre R$ 12 mil e R$ 15 mil. Já quem ganha mais de R$ 15 mil de participação nos lucros e resultados das empresas vai ter que pagar 27,5% de Imposto de Renda.”, não tem o condão de mudar as regras da Participação nos Lucros e Resultados, apenas se refere ao recebimento deste parcela pelo empregado, quanto ao seu imposto de renda.

A grande dificuldade do PLR não decolar no País, é que poucas são as empresas que realmente abrem as suas contabilidades e comprovam por A + B que deram lucro. Além dessa necessária comprovação, necessário que as regras da participação dos lucros e resultados sejam previamente estabelecidas. Sei que muitas normas coletivas trazem um abono anual para os trabalhadores, tratando esta parcela como PLR (participação nos lucros e resultados). Apesar da prática comum de mercado, isso não é correto. A incorreção está no simples fato de que não se pode prever de forma fixa e para várias empresas um mesmo resultado, lucro e participação percentual dos seus empregados. Associado a isso, o insucesso que pode ocorrer numa determinada empresa, trazendo-a ao prejuízo. Apesar do prejuízo, pela cláusula coletiva que critico, terá a empresa que pagar resultados sobre lucros (!?). Na verdade, se trata de um abono, de uma gratificação salarial que está sendo disfarçada de PLR, para que a empresa pague menor imposto e não considere a mesma para efeito de cálculo das demais parcelas trabalhistas.

Por fim, vejo que o PLR em si nada mudou. Tudo continua da mesma forma. Para andar na legalidade, terá o empregador que manter a sua contabilidade aberta, as claras, fixar no início do ano as metas a ser atingidas pelos empregados, o que irá ser pago de participação e finalmente apurar dentro deste contexto, só pagando resultado se a empresa realmente atingir resultados. Temos ainda o fantasma do direito adquirido, que muitos são os Juízes que não aceitam a mudança das regras anualmente, quanto ao PLR, entendem que no curso do contrato de trabalho deve sempre se aplicar a regra mais favorável. Em síntese, não vejo muito estímulo para – considerando o perfil das empresas brasileiras – se pagar esta parcela com segurança.