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EXERCER VÁRIAS ATIVIDADES, NÃO SIGNIFICA ACÚMULO DE FUNÇÃO.

Escrito por Marcos Alencar | Janeiro 17, 2019

Por Marcos Alencar 17/01/2019.

Sempre defendi este entendimento, de que o trabalho em várias atividades (serviços) correlatos, não gera acúmulo de função.

Na interpretação do contrato de trabalho, não é válido buscarmos a literalidade da palavra “acúmulo”, porque na esfera trabalhista, somente será considerado acúmulo de função – aquilo que divergir significativamente do contrato de trabalho.

Imagine que o empregado foi contratado para ser manobrista no estacionamento da empresa. Após 3 meses, a empresa resolveu incumbi-lo de trabalhar no setor financeiro também, fazendo conferência de documentos contábeis.

Evidente que uma coisa não tem nada a ver com a outra e por isso, analisando sob a ótica do direito do trabalho, isso gera acúmulo.

O acúmulo para ser considerado é necessário que se demonstre uma maior responsabilidade, volume de trabalho, diferença para a atividade a qual foi contratado, etc., ao ponto que demonstre uma vantagem do empregador, em pagar o mesmo salário e repassar ao trabalhador mais serviços do que algo dentro de uma normalidade.

A matéria é subjetiva, depende da análise do caso a caso, porque o direito não é uma ciência exata. Segue abaixo um julgamento do TRT da 3 Região (MG) que eu considero bastante favorável, em termos de interpretação de casos concretos, em favor da classe trabalhadora.

No caso, não houve reconhecimento do acúmulo de função, logo, não teve o empregado direito ao recebimento de diferença salarial e reflexos. Porém, sempre defendi também que não existe proibição para o acúmulo de função, basta que a empresa arque com pagamento de um valor específico, um salário complementar, relativo àquela função que passou devidamente a ser exercida.

Segue a notícia:

NJ – Ex-empregado “faz tudo” de hospital não consegue adicional por acúmulo de funções

O acúmulo de funções ocorre quando o patrão exige do empregado atividades diferentes daquelas para as quais foi contratado ou muito superiores à sua condição pessoal, com maiores responsabilidades e exigências técnicas. Nessa situação, o trabalhador sofre um desgaste maior e há enriquecimento sem causa do empregador. Assim explicou a juíza convocada Luciana Alves Viotti ao julgar desfavoravelmente, na 5ª Turma do TRT-MG, o recurso do ex-empregado de um hospital.

No caso, apesar de as testemunhas terem confirmado que o funcionário “fazia de tudo” na empresa, a relatora considerou que as tarefas realizadas eram compatíveis entre si e não se alteraram ao longo do contrato de trabalho. Uma perícia apontou que as atividades exercidas eram diversas, como supervisionar serviços de lavanderia, gerenciar máquinas da lavanderia para prevenção e manutenção e, ainda, dirigir carro de passeio para transporte de bolsas de sangue em caixas térmicas lacradas.

“Não há especificidade suficiente entre elas a ensejar a conclusão de que tenha havido acúmulo autorizador de acréscimo salarial”, concluiu a relatora. A decisão se embasou no artigo 456, parágrafo único, da CLT, que prevê que: “à falta de prova ou inexistindo cláusula expressa a tal respeito, entender-se-á que o empregado se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com sua condição pessoal”. Na visão da relatora, foi o que ocorreu no caso.

Nesse contexto, a Turma de julgadores, por unanimidade, confirmou a sentença que julgou improcedente o pedido.

Processo
PJe: 0010513-60.2017.5.03.0151 (RO) — Data: 04/12/2018

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TST INTERPRETA DESVIO DE FUNÇÃO DE FORMA AMPLA.

Escrito por Marcos Alencar | Abril 10, 2017

Por Marcos Alencar

Me surpreendi com a decisão da SBDI do Tribunal Superior do Trabalho (que é a instância máxima trabalhista) ao definir que não configura nem acúmulo e nem desvio de função, o fato do motorista de micro-ônibus cobrar passagens.

A minha surpresa se deu porque a interpretação que a grande maioria dos operadores do direito dão a este tópico, é sempre com o viés do descrito no art. 468 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, ou seja, qualquer alteração do pactuado que gere maior responsabilidade e obrigação (excesso o jus variandi da função) é motivo para recebimento de plus salarial.

A decisão do Tribunal Superior do Trabalho foi submetida ao STF, que declarou se tratar de matéria infra-constitucional (abaixo da Constituição) e por isso não se pronunciou sobre o mérito do tema, prevalecendo o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.

A interpretação que foi dada pelo TST gera aplicação analógica para outros problemas envolvendo a mesma discussão, perante outras funções e categorias. A base da decisão da SBDI foi o previsto no art. 456 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho.

“Art. 456. A prova do contrato individual do trabalho será feita pelas anotações constantes da carteira profissional ou por instrumento escrito e suprida por todos os meios permitidos em direito. (Vide Decreto-Lei nº 926, de 1969)
Parágrafo único. A falta de prova ou inexistindo cláusula expressa e tal respeito, entender-se-á que o empregado se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com a sua condição pessoal.”

Ou seja, a SBDI entendeu que o simples fato de ser contratado como empregado, a nova obrigação ocorrer dentro da mesma jornada e numa mesma posição de trabalho, não gerou por si só o direito ao recebimento de nenhum adicional, julgando assim o caso – improcedente.

Segue a ementa:

PROCESSO Nº TST-E-RR-67-15.2012.5.01.0511
A C Ó R D Ã O
SBDI-1
EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA.
DIFERENÇAS SALARIAIS – ACÚMULO DE FUNÇÕES – MOTORISTA E COBRADOR – CABIMENTO. Nos termos do art. 456, parágrafo único, da CLT, há permissão legal para o empregador exigir do empregado qualquer atividade compatível com a condição pessoal do empregado, desde que lícita e dentro da mesma jornada de trabalho. Não há justificativa, portanto, para a percepção de acréscimo salarial pelo Reclamante, que exerce, cumulativamente, a função de motorista e cobrador, quando patente que as obrigações em liça estão inseridas no elenco de obrigações decorrentes do contrato de trabalho, conforme consta da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Precedentes do TST. Recurso de embargos conhecido por divergência jurisprudencial e provido.

No decorrer do Acórdão, a SBDI deixa claro que a interpretação é restrita a este artigo, não entrando no mérito do art. 468 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho.

Eu penso de forma diferente, em tese, e entendo que pode haver acúmulo de atividades sem o pagamento de remuneração, desde que o serviço seja correlato a atividade para qual o empregado foi contratado. Tudo que vem herdado de um outro setor de trabalho ou função, entendo que cabe a aplicação da gratificação de dupla-função.

Apesar disso, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho por ter sido da SBDI tem o mesmo valor de uma Súmula, abre um enorme precedente em favor das empresas.

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O DESVIO DE FUNÇÃO NOS TEMPOS DE CRISE.

Escrito por Marcos Alencar | Maio 21, 2015

Capturar

Por Marcos Alencar (21/05/15)

É natural que nos tempos de crise, diante de demissão de parte do efetivo da empresa, que o empregador adote manobras para o melhor aproveitamento dos empregados que permanecem na empresa. A partir do momento que o mercado se retrai, setores da empresa são atingidos com a ociosidade. Podemos citar como exemplo, um pequeno mercado que a falta de clientes gera a ociosidade dos operadores de caixa em determinados momentos de sua jornada.

Indaga-se se pode ser desviado o trabalho destas pessoas para arrumação do estoque, por exemplo. Bem, o tema é sensível porque não existe Lei disciplinando esta movimentação horizontal dos trabalhadores no organograma da empresa. O que pode ser considerado é o art.468 da CLT que impede qualquer alteração unilateral no contrato de trabalho que venha a causar prejuízos ao empregado. Neste caso, se o trabalho de reposição for leve, de prateleiras, sem o uso de equipamentos (ex. empilhadeiras) e estando inserido nessa realidade de momento da empresa, não vejo óbice.

O mais prudente é que o empregador faça um comunicado interno e exponha as razões dessa nova modalidade de trabalho. Se os empregados atingidos recebem maior salário do que os que irão ajudar ou substituir temporariamente (nestes períodos de ociosidade) melhor ainda. Se o empregador não quer sofrer nenhuma turbulência interna (que ocorre mesmo sem razão e estando a Lei do lado do empregador) pode arcar com o pagamento de um bônus, gratificação, a fim de que haja uma motivação para esta mudança.

O que não deve ocorrer no campo do desvio de função é a alteração radical dos serviços, a troca do empregado de um setor para o outro, fora do contexto das suas atividades contratuais. Podemos exemplificar com a saída do departamento de pessoal de um auxiliar e a sua transferência para o setor de logística da empresa. Evidente que trabalhar com a coordenação de pessoas na área de pessoal nada tem a ver com o setor de cargas. Isso ocorre em alguns casos, quando o empregador não tem opção e acha que o empregado que é competente num setor vai dar conta das responsabilidades de outros ramos da empresa que apresentam problemas. Em síntese, o desvio de função existe mesmo sem previsão legal e será considerando quando a alteração for significativa e esta trouxer mudança radical do pactuado no contrato de trabalho (expressa e tacitamente) e também quando sofrer o empregado prejuízos com a alteração.

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O empregador pode determinar que o empregado trabalhe para outras pessoa jurídicas?

Escrito por Marcos Alencar | Novembro 30, 2011

Bem, entendo que sim, mas com alguma restrição. Se o empregado estiver inserido no contexto da sua função e atividades, cumprindo a mesma jornada de trabalho, o empregador pode determinar que ele trabalhe em prol de outra pessoa jurídica, sem problemas.

Isso faz parte do “jus variandi”, o poder (de variar), do empregador de conduzir as atividades do empregado. Para entender mais sobre o “ jus variandi “ acesse este link !

A restrição que me refiro, o que não pode, é o empregador alterar a função do empregado, as suas atividades e as responsabilidades, para atender o “jus variandi”.

Porque não pode? Pelo fato da variação ser significativa no contrato de trabalho, ao ponto de alterá-lo, incorrendo na hipótese do art. 468 da CLT. Extrapola-se o limite da variação.Este artigo da CLT permite que a alteração do contrato de trabalho somente ocorra quando, o empregado concordar e não lhe causar prejuízos diretos e indiretos. Acaso viole essa regra, a alteração será nula e poderá ele ter direito a uma indenização mensal, pelas novas atribuições e responsabilidades. É o que se chama de desvio de função.

Temos que mencionar ainda, o que dispõe a súmula 129 do TST : “TST Enunciado nº 129 – RA 26/1982, DJ 04.05.1982 – Mantida – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. Prestação de Serviços – Empresas do Mesmo Grupo Econômico – Contrato de Trabalho.  A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário.”

Segue um julgado sobre o tema:

22/09/2011

Motorista de ônibus também pode fazer cobrança de passagens

A atribuição de fazer a cobrança de passagens é tarefa compatível com as condições contratuais do motorista de transporte coletivo, concluiu a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Por consequência, em decisão unânime, o colegiado isentou a Empresa de Transportes Andorinha da obrigação de pagar a ex-empregado que exercia essas atividades 15% a mais do salário que recebia.

No processo analisado pelo ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, o trabalhador dirigia ônibus de linha intermunicipal com a presença de cobradores, mas nas linhas urbanas não havia cobradores designados para acompanhá-lo, sendo ele mesmo responsável pelo serviço de cobrança de passagens e pelo recebimento de passes. O juiz de primeira instância entendeu que o trabalhador cumulava as funções de motorista e cobrador, por isso condenou a empresa a pagar mais 15% do salário-base do empregado.

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) manteve a decisão por avaliar que houve desrespeito aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho. Ainda de acordo com o TRT, na medida em que o empregado foi contratado para exercer a função de motorista, ao ser obrigado a fazer as cobranças de passagem, sofreu abuso do poder diretivo do empregador – daí a necessidade de pagar o “plus” salarial.

No TST, a empresa insistiu no argumento de que não caracteriza acúmulo de funções o fato de o motorista de ônibus também realizar a cobrança de passagens dentro do horário de serviço e do próprio veículo que dirigia, pois é atividade que pode ser realizada sem grande esforço. E ao examinar o processo, o relator, ministro Alberto Bresciani, deu razão à empresa.

Para o relator, a atribuição de receber passagens é plenamente compatível com as tarefas do motorista de transporte coletivo, nos termos do artigo 456, parágrafo único, da CLT, segundo o qual, não havendo prova ou cláusula normativa específica a respeito, o empregado se obriga a qualquer serviço compatível com sua condição pessoal. Além do mais, afirmou o ministro, não houve alteração contratual ilícita no caso, uma vez que o empregado sempre exerceu a mesma função.

Durante o julgamento, o ministro Alberto Bresciani lembrou que, em muitos países, é comum o motorista de ônibus também ficar responsável pela cobrança de passagens. Por fim, a Terceira Turma concordou, à unanimidade, em excluir da condenação da empresa o pagamento das diferenças salariais concedidas ao trabalhador em razão do exercício da tarefa de cobrar passagens.

(Lilian Fonseca)

Processo: (RR-54600-29.2006.5.15.0127) .

 

 

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FLASHBACK (POST ESCRITO NA PLENA CRISE DE 2008) > A CRISE E O CAMISA 29

Escrito por Marcos Alencar | Maio 16, 2011

 

(este post escrevi logo após a quebra do Banco Lemon Brothers nos Estados Unidos, a sociedade pensava que o Mundo ia se acabar. Interessante ler agora e imaginarmos na época, o que tínhamos de esperança. Sds MA 16/05/11 )))

resenha trabalhista

“”

Prezados Leitores,

Confesso que não sou muito de Futebol, vejo raramente, mas nada melhor do que um Time de futebol para conseguir expressar o que prevejo no atual cenário de crise

foto

 O cenário atual, para qualquer cego ver, são as empresas [ os Times ] demitindo coletivamente centenas de trabalhadores, até algumas chegando aos milhares. Apesar de toda a tristeza e catástrofe que esse cenário se apresenta, enxergamos um fenômeno que certamente vai iniciar, se já não iniciou, que eu particularmente ouso denominar de “Camisa 29”. O que é isso?

O Camisa 29 nada mais é do que a soma do Camisa 2 com o Camisa 9 de um Time. Nas épocas áureas, de muitos clássicos, arquibancadas cheias, cada jogador fazia o seu papel e era paparicado por todos, desde os dirigentes, aos conselheiros, e o público. Qualquer fita diferente, era motivo de aplausos e delírio, que lindo!

Agora a crise chegou, o público [consumidores foram embora] foi embora – arquibancadas vazias [ baixa o preço do ingresso! Dá brindes! ], o Clube está sem torcida e sem dinheiro para custear os paparicos [ empresas descapitalizadas, porque imaginaram que os bons tempos do alto consumo eram eternos, ou quase isso, que demorariam para acabar ] e pela falta de dinheiro foram mandados embora o Técnico do Time [ porque ganhava muito, hummm…ele não se pagava ..é isso o jargão não é? ] e vários jogadores, por sinal os melhores e que exigiam e recebiam maiores salários, sumiram.

Ficaram os becões da defesa, a turma do operacional, que põe a mão na massa e custa pouco, esses vestem a Camisa 2 da defesa, mas… e o ataque [O camisa 9] quem vai tomar conta dele? Como vencer o jogo sem alguém para chutar pro gol? Fala com o Técnico, que Técnico?? Não há mais Técnico.

Bem, não adianta lamúria, só restam 6 jogadores para enfrentar a partida, o árbitro chamado de Crise deu cartão vermelho para os 5 jogadores e para o Técnico, foram embora, dos 11 só restam 6 e agora o que fazer ? [ nessas horas é que surgem os verdadeiros líderes ]

Das duas uma, ou o Time vai embora todo [ w.o. – empresas falindo ] ou quem vestia uma Camisa passa a ter que vestir outra, de alguém que saiu, e ocupar o campo. Surgem assim os Camisa 29, os sobreviventes da crise, que têm a missão de se ajustar e aprenderem rapidamente a defender e atacar, simultaneamente, a serem o beque de defesa e o centro-avante do time, correndo por todo o campo, com mais um detalhe, sem o técnico na borda para orientá-los.

Muitas empresas em 2009 estarão repletas de Camisas 29 e isso vai gerar algum passivo [acúmulo de função, desvio de função, horas extras, síndromes ocupacionais, acidentes de trabalho, muito stress, pânico, etc… ] mas isso é pequeno quando de forma macro enxergamos que a situação está entre a vida ou morte do Time.

Não me perguntem como vai terminar essa partida, seria demais para mim adivinhar tudo isso, o que eu sei é que há um consolo, o time adversário também está defasado de talentos; O árbitro chamado Crise distribuiu cartão vermelho para o adverso também.

O Mundo está sendo reinventado meu caro Leitor; temos que ser tolerantes, calmos, tranqüilos, e ao invés de reclamar vestir mesmo a Camisa 29 [nada a ver com a “crise de 29” será?], enquanto ainda existem, pois essa talvez a única forma de escaparmos chamuscados, mas quase ilesos dessa partida.

Tenho convicção que pior do que o stress do trabalho é o stress do desemprego, da falta de esperança, esse é terrível, muito triste. Corre becão, corre, corre muito e vai, sai da defesa e vai lá fazer o gol !

Sds Marcos Alencar.

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Transferência de função provisória, pode?

Escrito por Marcos Alencar | Fevereiro 15, 2010

Transferência de função provisória, pode?

 

 

Prezados Leitores,

Pode. Desde que se justifique o motivo da transferência provisória. Recomendo que se faça um termo de transferência provisória, narrando a hipótese e o motivo. Ex. Fica o empregado ………….., CTPS n……………., transferido provisoriamente para função de ……………….., em face as férias do seu colega de trabalho, o empregado…………………, CTPS………………., até a data de ……………., quando receberá gratificação pela função de R$…………..(……………..).

A gratificação faz sentido quando o empregado que vai ser desviado da sua função original para função provisória, percebe menor salário, nesse caso, a gratificação será igual ao complemento, para igualar o salário de quem está sendo substituído.

Ao fim do período previsto, retornará o empregado a função original, perdendo o direito ao recebimento da gratificação. Outras hipóteses e motivos podem ocorrer para justificar a transferência de função provisória, exemplificamos: Para fins de treinamento, férias do titular, afastamento por licença (acidente, gestante, serviço militar, etc…).

O fato é que existindo esse acerto prévio, devidamente escrito e estando o empregado que está sendo desviado da função, devidamente cientificado que não se trata de uma promoção, mas de uma situação provisória, temporária, e favorável, mas que ao final do tempo previsto volta-se ao normal, todo o contrato de trabalho, não há do que o empregador temer.

Sds MarcosAlencar

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O contrato de trabalho deve ser o mais completo.

Escrito por Marcos Alencar | Janeiro 5, 2010

Prezados Leitores,

Entendemos que o contrato de trabalho na forma básica como está previsto na carteira profissional, num simples e breve formulário, deve ser acompanhado de um contrato de trabalho mais robusto e que preveja os detalhes da contratação, explicamos isso no vídeo.

Sds Marcos Alencar

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CBN. O contrato de trabalho deve ser detalhado.

Escrito por Marcos Alencar | Dezembro 25, 2009

O contrato de trabalho deve ser detalhado.

 

 

Prezados Leitores,

Segue entrevista abaixo que foi dada à CBN(Recife), sobre a formalização do contrato de trabalho.

MN – No momento da contratação, pelo que tenho visto, basta assinar a carteira e pronto, o empregado passa a trabalhar. Não basta fazer isso?

MA – Mário, indo direto ao ponto, pode apenas fazer isso. O empregador assina a ctps do empregado com dados básicos, os dados da empresa, função, salário e o dia de início, que é a data de admissão. Mas, atualmente com a complexidade do direito do trabalho, o correto é que se contrate fazendo isso e em paralelo que se assine um contrato de trabalho detalhando melhor o acerto contratual.

MN – Que exemplos você pode dar quanto a esse acerto contratual?

MA – Posso sim citar vários exemplo. Vamos iniciar com a função. Um motorista de uma empresa, que vai fazer entregas (lembrando que motorista não é categoria diferenciada, ele se adequa a categoria predominante da empresa) e o empregador resolve determinar que ele faça uma entrega em porto de galinhas, pex., e ele motorista diz que “há não foi combinado isso comigo!”, pelo que entendi eu só faria entregas em Recife. Outro exemplo, horas extras. O mesmo empregado num determinado dia tem que fazer uma entrega fora do expediente. Mesmo reclamo: No dia que me contrataram não me avisaram disso!. Outro exemplo: A empresa compra um carro menor, diz o motorista, há eu não vou dirigir carro pequeno, porque isso vai me prejudicar na experiência profissional!!! Todos esses “estresses” ocorrem porque a relação de emprego foi documentada apenas numa folha simples e muito objetiva da ctps. Não houve formalização das variantes contratuais.

MN – Então você orientada para todos os empregados sempre fazer um contrato de trabalho específico e com esses variáveis, para que o acerto exista desde o início?

MA – Exatamente. Mas vamos por parte para que o ouvinte não se perca com tanta informação. Primeiro: O contrato de trabalho deve seguir aquele roteiro que está lá na ctps, apenas recheie as etapas. Quando falar da função, motorista, que citei antes, diga de que? Qual a área geográfica de atuação? Se ele apenas dirige ou faz outra tarefa associada? Se ele como motorista tem que cuidar do veículo, manutenção, etc..? Quando for na parte de horário, prever os dias, intervalos, folgas, se fará horas extras? Quando for na parte do salário, deve ser previsto se recebe fixo, se tem variável, esclarecer que ele está atrelado a categoria dos demais empregados da empresa?

MN – Então o contrato de trabalho, para resumir, tem que conter tudo isso, que entendi apesar de não ser obrigatório é recomendado?

MA – Mário, o empregador e empregado precisam entender que não se deve apenas fazer o que a lei obriga. Quanto mais detalhado for o contrato de trabalho, mais fácil fica a gestão do contrato, porque qualquer dúvida se recorre ao contrato e se esclarece. O empregado tira as dúvidas no contrato, idem o empregador. A falta de um contrato nesses termos, gera discórdia, desconfiança, stress, e pode por fim a uma relação que tinha tudo para dar certo e que não deu porque iniciou mal, sem estarem as regras bem definidas, claras e objetivas, e cada um com a sua razão pensou de um jeito.

MN – Me recordo que você defende que o contrato de trabalho seja inclusive filmado, como fazer isso?

MA – Eu escrevi um artigo recente sobre isso e publiquei lá no meu blog. Sem dúvida que é revolucionário e que muitos que nos ouvem agora devem estar admirados de como isso pode ser feito. O contrato de trabalho filmado é um acessório ao contrato escrito. Ele visa dar mais transparência ao que está sendo acertado. Imagine um vendedor sendo contratado e a empresa explicando para ele a complicada fórmula de cálculo da sua comissão? Ou um empregado que quer um empréstimo e explica na frente de uma câmera o motivo disso? Essas filmagens servirão de comprovação do acertado, e a Justiça dará a mesma veracidade que vem dando para esses escândalos que assistimos na TV.  

MN – Mas ……..como seria isso na prática, operacionalmente, a empresa teria uma sala com uma câmera?

MA – É muito simples e o custo é baixíssimo. Na mesa de trabalho o empregado pode ser filmado através de um celular, que tem essa opção de filmagem, em seguida é arquivado o filme numa pasta no HD, do computador da empresa e também no dele se quiser. O arquivo permanece. No dia que houver alguma dúvida, se assiste o vídeo. Imagine no caso do empréstimo, a empresa disse que daria o dinheiro e receberia em parcelas descontadas do salário e chega no fim de ano quer descontar do décimo, basta recorrer ao vídeo e tudo será esclarecido. Idem o empregado mais tarde negar o empréstimo perante a Justiça, teremos o vídeo para provar que foi pedido pelo mesmo.

MN – Ok, então deve ser abolido o contrato simples da ctps e aqueles modelos de livraria, padronizados?

MA – Esses dois são melhor do que não se ter nada. Mas se puder o ideal é que faça o contrato de trabalho específico para cada função e atividade, deixando claro o detalhe dessa relação de emprego, quanto ao salário, serviço executado, horário, etc…

 MN – Quais as profissões com maiores chances de contratação nesse início de ano?

 MA – São muitos. Tudo que se relacionar com Suape, na área da metalurgia e industrial como um todo, inclusive para os que irão ficar em Recife, porque está havendo uma migração de profissionais para lá e abertura de postos em Recife. Também na área de pessoal, assistente de pessoal, dp, Rh, psicólogos, por conta do aumento do número de empregos; mesma coisa na área de segurança e de medicina do trabalho, que tem muito a crescer, sendo bastante valorizado o profissional desse segmento, técnicos, engenheiros de segurança do trabalho.

Fim

Sds Marcos Alencar