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	<title>Marcos Alencar &#187; Direito do trabalho</title>
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		<title>Emprego Doméstico com mão de obra escassa.</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 09:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
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<p>Tal artigo me estimulou a escrever este post e a levantar um problema que cresce assustadoramente no País. As famílias da classe média brasileira, estão estruturadas para “funcionar” contando com uma empregada doméstica cozinheira e uma bábá e com estas praticamente residindo com a família que servem. Não há na País estrutura de creches, de serviços de cozinha, nem de lavanderia, etc..</p>
<p>As famílias estão literalmente reféns da prestação do serviço doméstico, que heroicamente vem sendo prestado por estes profissionais, na sua maioria do sexo feminino, ao longo de décadas a fio. Com aquecimento do nível de emprego e principalmente o crescimento econômico da região nordeste, a exemplo do Estado de Pernambuco, muitas destas trabalhadoras retornam ao seu Estado de origem e outras não mais querem trabalhar no âmbito das residências.</p>
<p>Na minha visão particular, analiso o desinteresse em trabalhar numa residência associado a falta de futuro quanto ao crescimento profissional. Trabalhar numa Casa de família – se considerado o ritmo dos afazeres – ainda é interessante, porém, se visto quanto a ótica do crescimento profissional, obviamente que não há para onde crescer.</p>
<p>O salário médio que vem sendo pago pelas famílias, principalmente na Cidade de São Paulo, é bom, isso se comparado com o preparo profissional que se exige das empregadas domésticas. Muitas vezes, em termos de salário nominal, se ganha mais numa residência do que trabalhando como serviços gerais numa empresa de pequeno e médio porte.</p>
<p>Uma coisa é certa, o País está mudando. A mudança veio para ficar. Dificilmente os filhos dessa classe média que me refiro terão o conforto de dispor de empregados domésticos dormindo nas suas Casas. Fica aqui a dica para quem ainda não teve filhos, que se programe, simule o nascimento e toda a logística que terá que estar em funcionamento a sua volta. Busque no mercado, alternativas que supra esta falta da mão de obra.</p>
<p>Para quem quer investir nessa lacuna de serviço, temos a creche, o serviço de cozinha nas residências, lavanderias, limpeza pesada das Casas,  que vai estar em pleno crescimento, porque os Pais destas famílias passam o dia no trabalho, e não terão condições de fazer isso por muito tempo contando com a mão de obra das domésticas, o preço estará cada vez mais elevado e as horas à disposição mais reduzidas, é este o cenário que se aproxima, rapidamente.</p>
<p>Segue o link da reportagem que me refiro:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1043109-estreia-de-filme-leva-patroas-e-empregadas-a-discutir-a-relacao.shtml" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1043109-estreia-de-filme-leva-patroas-e-empregadas-a-discutir-a-relacao.shtml?referer=');">http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1043109-estreia-de-filme-leva-patroas-e-empregadas-a-discutir-a-relacao.shtml</a></p>
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		<title>A Justiça do Trabalho não deve gerar e nem executar contribuições previdenciárias.</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/02/a-justica-do-trabalho-nao-deve-gerar-e-nem-executar-contribuicoes-previdenciarias/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/02/a-justica-do-trabalho-nao-deve-gerar-e-nem-executar-contribuicoes-previdenciarias/" data-text="A Justiça do Trabalho não deve gerar e nem executar contribuições previdenciárias." data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/02/a-justica-do-trabalho-nao-deve-gerar-e-nem-executar-contribuicoes-previdenciarias/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/02/a-justica-do-trabalho-nao-deve-gerar-e-nem-executar-contribuicoes-previdenciarias/"></g:plusone></div></div><p>Por Marcos Alencar.</p>
<p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/02/contramao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4068" title="contramao" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/02/contramao.jpg" alt="" width="199" height="200" /></a>O caso se resume ao que reputo de “abuso de autoridade clássico”. Cito como exemplo uma reclamação trabalhista na qual o autor postula reconhecimento de vínculo de emprego sem registro em CTPS, clandestino, dentre outras verbas, as rescisórias por exemplo. Na audiência inaugural, as partes conciliam. Um dos pontos do acordo, é a anotação da CTPS quanto ao tempo de serviço clandestino.</p>
<p>Pois bem, ao ser digitado o termo de acordo, além de consignar todas as parcelas, lá no finalzinho consta a menção de que a reclamada arcará com o pagamento do INSS (Previdência) conforme planilha de fls. tais. O preposto, desavisado, assina o acordo e não atenta para a tal planilha. Mais adiante, percebe-se que a planilha em referência traz – mês a mês – o valor relativo a recolhimentos previdenciários, acrescidos de multa e juros. Ou seja, puro abuso de autoridade, extrapolação da competência e mais, o que é mais grave, cobrança de valores indevidos.</p>
<p>Conforme estudos transcritos a seguir, resta claro como o sol que a Justiça do Trabalho só pode gerar e executar, de ofício, parcela do INSS relativa ao valor do acordo firmado, não podendo se intrometer nas parcelas do INSS relativas a contribuição mensal do tempo de serviço clandestino. O que deve o Judiciário fazer é oficiar ao INSS e ele que busque na Justiça Federal, que é a competente, executar o reclamado empregador.</p>
<p>Sobre isso nós temos Decisão do STF, Súmula 368 do TST, e a Constituição Federal que não reconhece tal competência a Justiça do Trabalho.</p>
<p>O que vejo de mais absurdo e grave, é a cobrança de multas e juros, quanto a Lei, conforme transcrito a seguir, trecho extraído do “guia trabalhista” diz que o empregador que reconhece o vínculo em acordo judicial trabalhista, não está em mora, ou seja, em atraso, e que o recolhimento deve ser feito no mês subseqüente ao acordo.</p>
<p>Infelizmente, nós vivemos num País que não leva a sério o bolso do seu Povo. Em outras Terras, na medida em que um Juiz executasse o cidadão ou uma empresa, porque é a mesma coisa, por dívida  que não lhe compete, tenha a certeza de que o seu cargo estaria no mínimo ameaçado. Para tais abusivas cobranças, entendo que cabe inclusive representação ao CNJ, ainda mais agora, com o reconhecimento por parte do Supremo de que pode o CNJ atuar diretamente na apuração da denúncia.</p>
<p>Cobrar multa de juros, que a Lei diz que não são devidos, é algo que merece ser robustamente apurado e segundo meu entendimento, punido severamente os que assim procedem causando ônus ilegal ao cidadão. Segue uma jurisprudência do Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região, que aborda bem o caso :</p>
<p>&#8220;A competência constitucional da Justiça do Trabalho não prevê a função fiscalizadora e/ou arrecadadora da Seguridade Social. Por isso, não há falar em descontos nos próprios autos da ação trabalhista de valores destinados à Previdência Social. A atuação da Justiça do Trabalho fica limitada à comunicação aos órgãos fiscalizadores e arrecadadores acerca de irregularidades e/ou de existência de créditos trabalhistas sujeitos a recolhimentos compulsórios (TRT/DF, 10.ªR., 1.ª T., RO-3482/90, unânime, Rel. Juiz Mario Caron, publicado em 30/09/92)</p>
<p>Ainda, contra esse abuso, surge a Súmula n.368 do TST, que vem sendo amplamente desrespeitada:</p>
<p>I.  A Justiça do trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias,<strong><span style="text-decoration: underline;"> limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto do acordo homologado que integrem o salário-de-contribuição. (grifos nossos)</span></strong>.</p>
<p>Transcrevo, brilhante artigo (na íntegra) por Kiyoshi Harada, que aborda a questão com excepcional propriedade:</p>
<p><em>A competência atribuída à Justiça do Trabalho pela EC nº 45, de 8-12-2004, vem suscitando muitas dúvidas e incertezas.</em></p>
<p><em>É propósito deste artigo fixar os exatos limites constitucionais dessa atribuição e procurar, também, apontar possíveis soluções dos problemas decorrentes direta ou indiretamente da atuação da justiça trabalhista na cobrança de contribuições sociais.</em></p>
<p><em>Mediante alteração do art. 114 da CF, a EC nº 45/2004 conferiu à Justiça do Trabalho a competência para “a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a e II e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir” (art. 114, VIII).</em></p>
<p><em>O texto constitucional prescreve, com toda clareza, que a execução de ofício das contribuições sociais se refere tão somente aquelas decorrentes de sentença que proferir. Nem poderia ser de outra forma. A contribuição social, como tributo que é, requer valor determinado que traduza a existência da base de cálculo constituída por sentença condenatória em pecúnia.</em></p>
<p><em>Condenada a empresa reclamada no pagamento de verbas salariais cabe à Justiça do Trabalho executar, de ofício, as contribuições sociais devidas pelo empregador e pelo empregado e seus acréscimos legais.</em></p>
<p><em>O mesmo acontece quando a sentença trabalhista reconhece o vínculo empregatício e fixa o montante da condenação pecuniária. Porém, em relação aos períodos em que não houver condenação pecuniária em razão da prescrição do direito do reclamante, apesar do reconhecimento do vínculo empregatício, falta a competência da Justiça do Trabalho para promover a execução de ofício. Aliás, impossível essa execução sem título executivo que substitua o ato de lançamento administrativo previsto no art. 142 do CTN.</em></p>
<p><em>De fato, a decisão condenatória, uma vez liquidada, constitui o crédito tributário tanto quanto o lançamento administrativo que a doutrina atribui eficácia de título jurídico abstrato, conferindo executividade à obrigação tributária preexistente. Não se trata de uma inovação trazida pela EC nº 45/2004. Desde a Constituição Federal de 1946 o imposto de transmissão causa mortis já era constituído pela sentença homologatória do cálculo, nos autos do inventário ou do arrolamento.</em></p>
<p><em>Ocorre que, na prática, a Justiça do Trabalho vem promovendo a intimação do INSS para apresentar o cálculo das contribuições sociais pertinentes aos períodos não abrangidos pela condenação pecuniária, quer seja para o pagamento de verbas salariais ou acordo equivalente. Outras vezes, é o próprio INSS que requer nos autos da reclamatória a execução dessas contribuições sociais.</em></p>
<p><em>Ora, isso é extrapolar a competência que a Constituição Federal lhe atribuiu. Executar as contribuições sociais “decorrentes das sentenças que proferir”, como prescreve o texto constitucional, pressupõe condenação em verbas salariais, base de cálculo dessas contribuições sociais, ou seja, não é dado ao juiz do trabalho agir no lugar da autoridade administrativa competente para constituir o crédito tributário fora dos limites abrangidos pela sentença condenatória em pecúnia.</em></p>
<p><em>Exatamente nesse sentido a <strong>decisão do Colendo Supremo Tribunal Federal</strong> verificada na ementa abaixo:</em></p>
<p><em><strong><span style="text-decoration: underline;">“EMENTA: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Competência da Justiça do Trabalho. Alcance do art. 114, VIII, da Constituição Federal. 1. A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança apenas a execução das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir. 2. Recurso extraordinário conhecido e desprovido1”. RE nº 569.056/PA, Rel. Min. Menezes Direito, DJe-236, divulgação em 11-12-2009 e publicação em 12-12-2008.</span></strong></em></p>
<p><em>O eminente Ministro Relator em seu erudito voto acrescentou:</em></p>
<p><em>“De início, é bom dizer que admitir, por exemplo, a execução de uma contribuição social atinente a um salário cujo pagamento foi determinado na sentença trabalhista, ou seja, juntamente com a execução do valor principal e que lhe serve como base de cálculo, é bem diverso de admitir a execução de uma contribuição social atinente a um salário cujo pagamento não foi objeto da decisão, e que, portanto, não poderá ser executado e cujo valor é muitas vezes desconhecido”.</em></p>
<p><em>Resta claro que é juridicamente impossível a execução sem título executivo. A decisão judicial que se limita a reconhecer o vínculo trabalhista tem natureza meramente declaratória não comportando execução da contribuição social, que pressupõe a existência de uma decisão condenatória em pecúnia que possa servir de base de cálculo do tributo.</em></p>
<p><em><strong><span style="text-decoration: underline;">O que a Justiça do Trabalho pode fazer é determinar a intimação do INSS para em o querendo promover o lançamento das contribuições sociais e sua execução perante a Justiça Federal, em face do vínculo trabalhista reconhecido pela decisão que proferiu nos autos da reclamação trabalhista</span></strong>.</em></p>
<p><em>E aqui surge um problema relacionado com o prazo decadencial porque a contribuição social enquadra-se na modalidade de lançamento por homologação, cujo termo inicial é a data da ocorrência do fato gerador, nos precisos termos do § 4º, do art. 150 do CTN, salvo nas hipóteses comprovadas de dolo, fraude ou simulação.</em></p>
<p><em>O lançamento por homologação pressupõe a tomada de uma série de providências por parte do sujeito passivo para a constituição do crédito tributário, tais como a inclusão do empregado na folha de remuneração, a apuração periódica do montante da contribuição social devida e a comunicação ao fisco. Ausentes tais elementos não há que se falar em lançamento por homologação, pois nada existe para ser homologado pelo fisco expressamente, ou tacitamente pelo decurso do prazo de cinco anos.</em></p>
<p><em>Aliás, em se tratando de trabalhador na informalidade não ocorrerá o fato gerador por ele não estar incluído na folha salarial e nem existir quaisquer rendimentos do trabalho pagos ou creditados pela empresa à pessoa física. Não procede a tese de que o fato gerador da contribuição previdenciária é a existência do vínculo laboral, por se afastar da lei e da Constituição Federal (art. 22, I da Lei nº 8.212/91 e art. 195, I, a da CF).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por isso, na hipótese aventada (trabalhador na informalidade), o prazo decadencial é o do art. 173 do CTN. Pode-se dizer que o fato gerador da contribuição social, no caso, é a sentença que reconheceu o vinculo empregatício como sucedâneo da ausência da folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados pela empresa à pessoa física que lhe preste serviço.</em></p>
<p><em>A dúvida maior consiste em saber se o lançamento para constituição do crédito tributário pode ou não retroagir além do prazo qüinqüenal, tendo em vista a Súmula vinculante nº 8 do STF.</em></p>
<p><em>Sem embargo das opiniões em contrário entendo que o órgão secundário não poderá protrair os efeitos da sentença trabalhista, reconhecedora do vínculo de emprego, para período maior do que aquele definido pela Súmula nº 8, isto é, deve ser respeitado o prazo decadencial previsto no art. 173 do CTN.</em></p>
<p><em>Em outras palavras, se a decisão da Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício desde dez anos atrás e condenou a empresa reclamada nas verbas salariais dos últimos dois anos, cabe à Justiça do Trabalho executar, de ofício, as contribuições sociais abrangidas na sentença condenatória e caberá ao INSS constituir o crédito tributário pertinente a outros três anos anteriores, nos termos do art. 142 do CTN, promovendo a notificação do lançamento ao sujeito passivo, para pagamento ou impugnação.</em></p>
<p><em>Nota</em></p>
<p><em>1 RE nº 569.056/PA, Rel. Min. Menezes Direito, DJe-236, divulgação em 11-12-2009 e publicação em 12-12-2008.</em></p>
<p><em>Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 14 de outubro de 2009</em></p>
<p>**</p>
<p>Por fim,  sobre os  juros de mora ILEGALMENTE cobrados e multa, transcrevo trecho extraído do guia trabalhista:  “&#8230;Outra questão que gera discussão seria em relação aos juros de mora e à multa moratória, atinentes aos débitos tributários, os quais só podem incidir após o liquidação da sentença e a citação da executada para pagamento do debito, já homologado. Isso por que o artigo 276, caput, do Decreto 3.048/99 preceitua, expressamente, que nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciária, o recolhimento das importâncias devidas à seguridade social será feito no dia dois do mês seguinte ao da liquidação da sentença.”</p>
<p>Em conclusão &#8211; É um absurdo o que está ocorrendo em algumas Varas da Justiça do Trabalho, que insistem em violar a Constituição Federal, a Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula do Colendo TST antes transcrita, e nada acontece, muitos estão pagando o que não devem em favor dos cofres da Previdência Social.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O CNJ e a Justiça do Trabalho.</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 08:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcos Alencar Hoje (01-02-2012) o Supremo Tribunal Federal julga a ação direta de inconstitucionalidade que pretende impor limite na atuação do Conselho Nacional de Justiça, o famoso CNJ. No Julgamento, caso não seja adiado (porque a pressão das Ruas está grande) os Ministros do Supremo vão, na prática, definir se confirmam ou não liminar [...]]]></description>
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<p>Hoje (01-02-2012) o Supremo Tribunal Federal julga a ação direta de inconstitucionalidade que pretende impor limite na atuação do Conselho Nacional de Justiça, o famoso CNJ. No Julgamento, caso não seja adiado (porque a pressão das Ruas está grande) os Ministros do Supremo vão, na prática, definir se confirmam ou não liminar concedida em dezembro, no apagar das luzes do ano Judiciário, pelo Ministro Marco Aurélio. Na liminar o Ministro afima que o CNJ só pode atuar após frustradas as ações das Corregedorias dos Tribunais.</p>
<p>Minha opinião é clara. Apesar de admirador dos votos do Ministro Marco Aurélio,  entendo que houve uma tremenda confusão do que ele admite e quer, diante do que está previsto na Constituição Federal. Basta um resgate histórico e dos fatos, isso porque vivemos num País sem memória, que veremos que a criação do CNJ foi feita para controlar externamente os Tribunais e Magistrados. Logo, a Constituição autoriza sim que o CNJ atue em paralelo, com total independência. Gostar ou não gostar disso, é outra história. O Ministro Marco Aurélio errou na interpretação do dispositivo constitucional e julgou o caso de acordo com as suas convicções pessoais.</p>
<p>Perante a Justiça do Trabalho, não tenho nenhuma dúvida de que as ações do CNJ são de imensa valia. A fixação de metas e a fiscalização da produtividade, só trouxeram lucros para sociedade, partes, advogados. Os processos realmente passaram a “andar”  de outra forma, com maior ritmo e satisfação. A Justiça continua lenta, com crônicos atrasos de audiências, mas seria muito pior se ela não tivesse o CNJ para prestar contas.</p>
<p>Sou crítico algoz contra o “caça as bruxas” instalado no CNJ, inflado pela atuação da sua atua Corregedoria. Admiro a coragem da Dra. Eliana, mas desaprovo a forma explícita de acusação generalizada do Poder Judiciário. Precisamos de um Judiciário forte, probo, que não seja motivo de desconfiança e de chacota por parte da sociedade. Os Magistrados estão sendo submetidos a situações desconfortáveis, que entendo desnecessárias. O CNJ pode fazer tudo isso que está fazendo, em silêncio, em segredo, fora dos tele-jornais – pelo menos enquanto se apura os fatos.</p>
<p>Faço votos também, para que as Associações de Magistrados lutem na melhoria da Justiça e das suas condições de trabalho, evitando a postura política. A partir do momento que vejo algumas associações, por exemplo, defendendo ponto eletrônico, fim da terceirização, etc.. fico pasmo diante deste comportamento político partidário. Mesma coisa ocorre com o CNJ. Quem não deve não teme. Vamos apoiar a vontade do povo e o previsto na Constituição e deixar fiscalizar.</p>
<p>Tomara que o Supremo siga o que está previsto na Constituição Federal e dê validade a competência do CNJ de fiscalizar com total liberdade e em paralelo todos os Tribunais, e seus Magistrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uso de Cartão de Crédito na Justiça do Trabalho.</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[boleta]]></category>
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		<category><![CDATA[pagamento de depósito]]></category>
		<category><![CDATA[Uso de Cartão de Crédito na Justiça do Trabalho]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/uso-de-cartao-de-credito-na-justica-do-trabalho/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/uso-de-cartao-de-credito-na-justica-do-trabalho/" data-text="Uso de Cartão de Crédito na Justiça do Trabalho." data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/uso-de-cartao-de-credito-na-justica-do-trabalho/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/uso-de-cartao-de-credito-na-justica-do-trabalho/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Eliana_Calmon.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4056" title="Eliana_Calmon" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Eliana_Calmon-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Por Marcos Alencar</p>
<p>Esta semana a Corregedora do CNJ, Dra. Eliana Calmon, anunciou um projeto piloto de pagamento de execuções trabalhistas através do uso de cartões de crédito e débito. Para mim trata-se de um avanço, porque facilita o pagamento e agiliza o procedimento. Sei que houveram críticas contra isso, alegando que os Bancos estariam se beneficiando dos processos trabalhistas. Pode até ser verdade, mas nada impede que se cobre dos Bancos uma contra-partida. O importante é facilitar o pagamento. Já me deparei com vários reclamados que se negam em conciliar o processo, ali no momento da audiência, por conta da burocracia e falta de tempo dele em esperar o ato de bater o acordo e em seguida ter que enfrentar fila de Banco.</p>
<p>Os depósitos recursais e custas.</p>
<p>Seria interessante que esta iniciativa fosse ampliada para o pagamento dos depósitos recursais e custas processuais, podendo constar no próprio site dos TRTs um link para emissão de um simples boleto. Imagine se a parte pudesse acessar o prontuário do processo, como se fosse fazer uma simples consulta e lá optasse por gerar as guias, montando o site o preenchimento das mesmas e emitindo um boleto com vencimento programado. Em seguida, a empresa ou cidadão pagaria através do seu banco, como uma prestação qualquer.</p>
<p>Eu defendo uma Justiça ágil e realmente voltada a servir a sociedade. Não podemos defender este modelo retrógrado de que o contrário acontece, que a sociedade tem que se ajustar a burocracia e ao emperramento da Justiça.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Manual de Combate ao Trabalho Escravo, banaliza o conceito de escravidão.</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 02:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[análise do manual do trabalho escravo]]></category>
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		<category><![CDATA[art.149 do código penal]]></category>
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		<category><![CDATA[contrato de trabalho por obra certa.]]></category>
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		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Marcos Alencar O Ministério do Trabalho lançou um Manual contendo 98 páginas, visando compilar orientações à fiscalização sobre o que venha a ser considerado “trabalho escravo” ou “de condição análoga ao trabalho escravo”.  O Manual é bem feito e robusto, mas o seu conteúdo padece de legalidade, porque existe um exagero e banalização do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/manual-de-combate-ao-trabalho-escravo-banaliza-o-conceito-de-escravidao/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/manual-de-combate-ao-trabalho-escravo-banaliza-o-conceito-de-escravidao/" data-text="Manual de Combate ao Trabalho Escravo, banaliza o conceito de escravidão." data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/manual-de-combate-ao-trabalho-escravo-banaliza-o-conceito-de-escravidao/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/manual-de-combate-ao-trabalho-escravo-banaliza-o-conceito-de-escravidao/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/capa-manual-148x150.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4052" title="capa-manual-148x150" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/capa-manual-148x150.jpg" alt="" width="148" height="150" /></a>Por Marcos Alencar</p>
<p>O Ministério do Trabalho lançou um Manual contendo 98 páginas, visando compilar orientações à fiscalização sobre o que venha a ser considerado “trabalho escravo” ou “de condição análoga ao trabalho escravo”.  O Manual é bem feito e robusto, mas o seu conteúdo padece de legalidade, porque existe um exagero e banalização do tema. Estão sendo consideradas várias infrações quanto as condições de trabalho, como se fossem trabalho escravo, quando na verdade não são, em absolutamente nada tem a ver com o conceito.</p>
<p>É importante ressaltar que este Manual  NÃO é Lei e nem se equipara a tal. O Brasil é um País democrático, obviamente para que algo se torne texto de Lei, precisa ser votado no Congresso Nacional. O Manual é um documento unilateral feito pelo entendimento do Ministro do Trabalho do que venha ser condição análoga ao trabalho escravo, nada mais do que isso. Tal entendimento para mim, está deverás equivocado, viola sim o que realmente é condição análoga à escravidão. Peca-se por grandioso excesso.</p>
<p>Segundo o próprio Ministério é uma tentativa em alinhar os procedimentos dos Fiscais, sendo uma pena ter se esquecido de alinhar com a CLT, as normas regulamentadoras, e com os Princípios da razoabilidade e da legalidade. Cria-se uma definição generalista e elástica do que venha a ser esta perniciosa prática de exploração da mão de obra.</p>
<p>Sou 100% contrário a exploração da mão de obra em situação análoga ao trabalho escravo. Também sou contrário a má conceituação, a banalização e ao “show pirotécnico” do tema. Não podemos aceitar que qualquer infração ao contrato de trabalho seja considerado como tal, por modismo ou coisa parecida.</p>
<p>Evidente, também, que qualquer Auto de Infração que venha a ser lavrado com base neste ensinamento unilateral e sem embasamento jurídico algum, dá cabimento a pessoa (física ou jurídica) que se sentir prejudicada reagir contrariamente e exercer o contraditório e a ampla defesa perante a Justiça do Trabalho, buscando anular a ação fiscal.</p>
<p>Lendo o documento, entendo que houve banalização do que venha a ser considerado trabalho escravo ou condição análoga. A banalização acontece nos trechos em que há a ressalva de que pouco importa estar o empregado aprisionado (preso ou detido de alguma forma), sendo um desatino várias orientações que constam do documento.</p>
<p>O Manual extrapola o que diz a Lei. Segundo a Lei penal, para que alguém seja considerado submetido a condição análoga a escravidão, terá que ficar comprovado que aquela pessoa estava segregada, presa, impedida de se evadir do local, seja por dívida, por retenção de documentos, por vigilância ostensiva, pela distância de centros urbanos e áreas povoadas, etc.</p>
<p>Se isso não ficar comprovado, por pior que seja a condição de trabalho não pode ser considerada condição análoga ao labor escravo. O Ministério erra feio pelo excesso, ao considerar que muitas das exemplificadas más atitudes do empregador se enquadram como escravidão, pouco importando se o empregado tem total liberdade para se evadir do local e desistir do emprego.</p>
<p>Tal situação é excludente, ou seja, se existir esta possibilidade não pode a conduta do empregador ser considerada como criminosa, de ter submetido alguém ao trabalho escravo ou a situação análoga. A interpretação dada no Manual supera o texto de Lei, sendo assim equivocada.</p>
<p>Exemplifico com o que está escrito nas folhas 15, na qual se transcreve uma jurisprudência do Colendo TST, que em nada fala de trabalho escravo, mas apenas em condições degradantes, e se dá um enfoque como se a decisão espelhasse o que se diz. Eu sinceramente, me decepcionei muito com o documento, pois para mim ficou claro que tratar-se de um manifesto unilateral e desequilibrado.</p>
<p>Cito também &#8211; como exemplo &#8211; às fls. 73 que literalmente diz o seguinte: “As infrações mais comumente detectadas e que lastreiam a caracterização do trabalho em condição análoga à de escravo são: ”</p>
<p>Daí surge o item: A) EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI, Elementos que devem constar do histórico: 1 Quantidade de empregados em situação irregular; 2 Citar as funções exercidas pelos empregados&#8230;.; 3 Explicar por que os EPIs porventura fornecidos pelo empregado não são adequados aos riscos da atividade; 4 Identificar de ao menos um empregado prejudicado”</p>
<p>Bem, pelo que está dito no Manual, a infração por parte do empregador na entrega destes Equipamentos, será – independente de estar aprisionado ou não – considerado como condição análoga à trabalho escravo. Ora, isso é um absurdo. Obviamente, que não fornecer equipamentos de proteção é grave e merece ser punido o empregador na forma da Lei, ou seja, com multa e embargo dos serviços. Porém, daí a tal equívoco ser considerado trabalho análogo à trabalho escravo é totalmente ilegal e abusivo.</p>
<p>Mais adiante, há outros excessos e muita ilegalidade. As comparações são terríveis e descabidas. Chega-se ao absurdo de considerar a não concessão de água, condições do alojamento, refeitório, instalações sanitárias, etc. – idem – generaliza-se o conceito e se considera tudo isso, como se submetido a trabalho escravo estivesse o empregado.</p>
<p>Evidente que se tais tópicos não forem atendidos pelo empregador, são dignos de penas, mas penalidade tem que estar prevista em Lei, não pode ser decorrente da criação de um simples Manual. O que eu quero dizer é que considerar tais faltas como condição análoga ao trabalho escravo, é um exagero. Tal excesso banaliza o conceito, torna rasteiro e dá margem a descaso, depõe contra o movimento que se instala de combate ao trabalho escravo.</p>
<p>É lamentável que esse exagero faça parte de um Manual tão robusto, que poderia sim ter trilhado apenas o caminho da Legalidade. Ser legal é atender ao disposto no art. 5, II da Constituição Federal e respeitar o que diz a Lei, que “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da Lei”.  São inúmeras as passagens relatadas no Manual que se intitula de labor similar ao escravo, quando na verdade, por Lei, não é.</p>
<p>O art. 149 do Código Penal demonstra que está equivocado o Manual, ao escancarar o conceito de trabalho em condições análogas ao trabalho escravo. A lei deve prevalecer sobre os conceitos unilaterais criados pelo Ministério do Trabalho.</p>
<p><em>Art. 149 &#8211; Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: Pena &#8211; reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência.</em></p>
<p><em>§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: (Acrescentado pela L-010.803-2003)</em></p>
<p><em>I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho;</em></p>
<p><em>II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.</em></p>
<p><em>§ 2º A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido: (Acrescentado pela L-010.803-2003)</em></p>
<p><em>I – contra criança ou adolescente;</em></p>
<p><em>II – por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem</em>.</p>
<p>Lendo o artigo da Lei Penal, se comparado com o que está sendo dito pelo Manual, é de fácil verificação de que há muito excesso no documento, pois se amplia descomedidamente o conceito da condição análoga à de escravo.</p>
<p>Segue abaixo o Link do Manual, esperando que o Poder Judiciário se posicione, quando dos julgamentos, contrariamente aos excessos, que são muitos, ora cometidos aqui pelos redatores do referido Manual.</p>
<p>Segue o link do Manual:</p>
<p>http://blog.mte.gov.br/?p=7250</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A República do Jeitinho.  E o Judiciário Trabalhista tem jeitinho?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 09:51:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[acidente de trabalho]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/a-republica-do-jeitinho-e-o-judiciario-trabalhista-tem-jeitinho/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/a-republica-do-jeitinho-e-o-judiciario-trabalhista-tem-jeitinho/" data-text="A República do Jeitinho.  E o Judiciário Trabalhista tem jeitinho?" data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/a-republica-do-jeitinho-e-o-judiciario-trabalhista-tem-jeitinho/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/a-republica-do-jeitinho-e-o-judiciario-trabalhista-tem-jeitinho/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/13104740040.41915100.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4047" title="13104740040.41915100" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/13104740040.41915100-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Hoje cedo, na CBN Brasil eu ouvi um comentário de Milton Jung, no qual ele falava sobre a &#8220;República do Jeitinho&#8221; que é o nosso Brasil. O comentário foi dirigido para esta chocante tragédia do desabamento dos três prédios no Rio de Janeiro e que muitas vezes o brasileiro descumpre as regras e adota um caminho alternativo, sem projeto, do tipo “gambiarra”, desaguando nisso, num fim sinistro como este, repleto de vítimas inocentes, famílias destruídas, prejuízos incalculáveis.</p>
<p>Em data também recente, num bate-boca amplamente divulgado pela mídia, houve no STF, no meio da discussão, um Ministro do Supremo acusando o outro de “Jeitinho”. Ou seja, daqui há pouco teremos a Lei do “jeitinho” o que pode e o que não pode ser feito com este tipo de procedimento, tipicamente brasileiro, que é uma erva daninha a qualquer instituto que zele pela ordem e disciplina.</p>
<p>Pesquisando no Wikipédia, a enciclopédia livre que eu sou fã n.1 e rogo à todos que façam doações a ela, pesquisei e encontrei a seguinte definição, que transcrevo, para o que venha a ser &#8220;Jeitinho&#8221; :  &#8230;&#8221;<em>Jeitinho&#8221;, expressão brasileira para um modo de agir informal amplamente aceito, que se vale de improvisação, flexibilidade, criatividade, intuição, etc., diante de situações inesperadas, difíceis ou complexas, não baseado em regras, procedimentos ou técnicas estipuladas previamente. &#8220;Dar um jeito&#8221; ou &#8220;Dar um jeitinho&#8221; significa encontrar alguma solução não ideal ou previsível. Por exemplo, para acomodar uma pessoa a mais inesperada em uma refeição, &#8220;dá-se um jeitinho&#8221;. &#8211; O &#8220;jeito&#8221; ou &#8220;jeitinho&#8221; pode se referir a soluções que driblam normas, ou que criam artifícios de validade ética duvidável.”</em></p>
<p>Ao me deparar com a quebra de Princípios nos inúmeros julgamentos que acompanho pelos sites dos Tribunais Trabalhistas, vejo a figura do “Jeitinho” em ampla atividade e em fortíssimo crescimento. Temos um Poder Legislativo inerte, lento e anestesiado. Isso dá brecha, para o Poder Judiciário (dando um Jeitinho) avançar na competência de criar Leis, ou de transmudá-las. O Judiciário passa a se arvorar de legislador. Além de julgar os casos, invade a competência que é do Congresso Nacional de editar Leis, algo óbvio em qualquer democracia, mas que na prática não vem sendo respeitado. Nós temos aqui, no nosso amado Brasil, um Judiciário Legislativo.</p>
<p>Para não ficarmos no campo das idéias,vamos narrar alguns exemplos, que se baseiam em puro &#8220;Jeitinho Brasileiro&#8221;, pela ótica do Direito do Trabalho:</p>
<p>1 Estabilidade acidentária no contrato de experiência. A Lei não prevê. Apesar disso, vem sendo uma febre de concessões. Transmudaram a Lei, puro &#8220;Jeitinho&#8221;.</p>
<p>2 Processos Sumaríssimos com mais de 1 audiência, já sendo marcado com audiência inicial. É &#8220;Jeitinho&#8221; porque a Lei obriga que tudo se resolva numa só audiência e que a sentença seja líquida, calculada. Isso na prática não ocorre, usa-se a exceção prevista em lei como regra.</p>
<p>3 Ampliação do conceito de culpa do empregador, nos casos de acidente de trabalho. Condena-se as empresas ao pagamento de indenizações por acidentes que a mesma jamais fez parte como causadora do dano. Ao contrário, há casos que ela empregadora foi também vítima. Temos inúmeros julgados neste sentido, responsabilizando o &#8220;dono do negócio&#8221; por assaltos, por acidentes de trajeto, ou seja, sinistros que são culpa do caos social que viemos. A Constituição reza que a culpa do empregador tem que ser objetiva, ele tem que ter culpa direta no evento danoso, mas isso é &#8220;flex&#8221;, elástico.</p>
<p>4 O bloqueio de crédito de aposentadoria, de salário, de pensões, etc. A Lei proíbe! Mas, há muitos casos, pior, em alguns ordenados de ofício pelo Juiz, quando a Lei determina que salário é absolutamente impenhorável e que bloqueio de dinheiro tem que ser pedido pela parte credora. É o &#8220;Jeitinho&#8221; de fazer o processo andar.</p>
<p>5 A penhora do bem de família. Alega o Judiciário, descumprindo a Lei,  que o imóvel é suntuoso, etc.. quando a Lei diz – sem exceção – que a residência familiar é impenhorável.</p>
<p>6 Temos também o modismo de então, qualquer situação desfavorável de trabalho ser tachada como  trabalho escravo ou condição análoga, banalizando o conceito do que é escravidão, e generalizando um tema tão relevante.</p>
<p>7 Outra, uma novidade que está surgindo, nos processos em que são proferidas sentenças líquidas, suprime-se o mandado de citação, já se bloqueia a conta do reclamado direto, sem citá-lo para pagar a dívida, quando a CLT exige o mandado de citação.</p>
<p>8 A violação da publicidade, pois são muitos os despachos proferidos nos autos, sem a devida publicidade, não se publica a decisão interlocutória, obrigando a parte a fiscalizar o processo minuto a minuto, para não ser apanhada de surpresa.</p>
<p>9 Outro, a decretação por muitos Tribunais, de cláusulas firmadas em instrumentos coletivos, entre sindicatos, por entender o Judiciário que lá está sendo tratado direito “indisponível” quando não existe uma linha escrita em todo o ordenamento jurídico informando sequer que tipo de direito é esse, o da indisponibilidade???</p>
<p>10 Mais &#8220;Jeitinho&#8221;, é a determinação de reintegração ao trabalho dos pacientes de AIDS, gerando o reconhecimento de uma estabilidade eterna no emprego, sem que a Lei trate nada sobre isso. Transfere-se para o empregador o ônus que é do Estado.</p>
<p>Estes são alguns exemplos de &#8220;Jeitinho&#8221; e da quebra do Princípio da Legalidade, o qual vem sendo literalmente surrado em vários julgados que tenho acompanhado. Legalidade, segundo o art.5, II da CF, quer dizer: “Ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da Lei”.  Sem Lei, meus caros leitores, não se pode fazer justiça legal, sem basear-se em fundamentação legal, é proibido se condenar alguém.</p>
<p>Infelizmente vivemos na &#8220;República do Jeitinho&#8221;.</p>
<p>Quem sabe uma Lei, É PROIBIDO DAR JEITINHO, não fosse útil? Algo a se pensar!</p>
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		<title>TST condena empresa por condição degradante.</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 09:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[A Decisão do TST é um alento a banalização do que venha a ser chamado de “trabalho escravo”. Tenho acompanhado a “onda” de várias ações civis que estão sendo promovidas, confundindo condição degradante com condição análoga ao trabalho escravo. Como já me posicionei aqui antes, para que seja caracterizado o trabalho análogo a condição escrava, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-condena-empresa-por-condicao-degradante/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-condena-empresa-por-condicao-degradante/" data-text="TST condena empresa por condição degradante." data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-condena-empresa-por-condicao-degradante/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-condena-empresa-por-condicao-degradante/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Paisagem_Campo-4.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4042" title="Paisagem_Campo (4)" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Paisagem_Campo-4-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A Decisão do TST é um alento a banalização do que venha a ser chamado de “trabalho escravo”. Tenho acompanhado a “onda” de várias ações civis que estão sendo promovidas, confundindo condição degradante com condição análoga ao trabalho escravo.</p>
<p>Como já me posicionei aqui antes, para que seja caracterizado o trabalho análogo a condição escrava, segundo o texto de Lei, é necessário que esteja presente o componente de restrição da liberdade de ir e vir do trabalhador.</p>
<p>Infelizmente, vivemos uma época de tremenda insegurança jurídica e de inversão de valores, segurando a bandeira do “achismo” e da “falsa justiça social” – alguns – sepultam o “princípio da legalidade” consagrado no art. 5º, II da Constituição Federal, que é simples e direto, quando afirma que ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da Lei.</p>
<p>São inúmeras as decisões e entendimentos escabrosos que rasgam literalmente este princípio, calcados numa farsa de defesa dos supostos fracos e oprimidos. É uma grave violência que se comete contra todo o ordenamento jurídico, gerando insegurança jurídica e maculando o nosso País, fazendo com que muitos o tachem de “terra de muro baixo” que a Lei é a todo instante adotada de forma flexível, elástica, a medida que se deseja um determinado fim.</p>
<p>A decisão abaixo está sendo admirada (sem entrar no caso dos autos, porque d desconheço) em face ter considerado o direito a indenização por ter sido a trabalhadora submetida a condição degradante, sem contudo associar tal fato a famigerada e banal pecha de “trabalho escravo”. Ora, falar de “escravo” é algo muito sério, que deve ser sempre considerado quando realmente se tiver certeza disso, e jamais tratar qualquer mau trato ou desconforto, como tal.</p>
<p><em>TST FONTE &#8211; Trabalhadora rural será indenizada por condições degradantes no serviço. Uma trabalhadora rural receberá indenização por danos morais porque era obrigada a fazer as necessidades fisiológicas em meio às plantações na propriedade em que prestava serviço. O recurso encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho foi analisado pelo ministro Aloysio Corrêa da Veiga, presidente da Sexta Turma, que considerou ter havido ofensa à dignidade da empregada. A decisão do colegiado foi unânime.</em></p>
<p><em>No caso, o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) tinha reformado a sentença de origem e excluído da condenação imposta às empresas Agropalma e S.G. Fornecimento de Mão-de-Obra a obrigação de indenizar a ex-empregada. O TRT entendeu que a reparação deveria ser pleiteada de forma coletiva, por envolver outros trabalhadores.</em></p>
<p><em>Entretanto, o ministro Aloysio afirmou que a necessidade de ajuizamento de ação coletiva, como entendeu o TRT, não retira da empregada, titular do direito, a capacidade de entrar na Justiça com pedido de reparação por danos morais decorrente das condições degradantes de trabalho a que era submetida. Segundo o relator, ainda que o empregador tenha realizado melhorias nas condições de trabalho, com instalação de abrigos para alimentação e descanso e banheiros químicos, o pedido de indenização no processo se referia a período anterior às mudanças. Desse modo, como houve prova do dano moral sofrido pela trabalhadora, permanece o dever de indenizar.</em></p>
<p><em>O relator explicou também que a Constituição Federal garante a apreciação pelo Poder Judiciário de qualquer lesão ou ameaça a direito (artigo 5º, inciso XXXV) e assegura às partes o direito ao contraditório e à ampla defesa (artigo 5º, inciso LV). Assim, em função da conduta ilícita, as empresas respondem pelo fato de terem colocado a trabalhadora em situação indigna, descumprindo a legislação que prevê a existência de banheiros no ambiente de trabalho.</em></p>
<p><em>Em relação ao valor da indenização (R$11.020,00), o ministro Aloysio Corrêa manteve a quantia fixada na sentença de origem. Os demais integrantes da Sexta Turma acompanharam o relator.</em></p>
<p><em>(Lilian Fonseca/CF) Processo: RR-208800-62.2009.5.08.0101</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O aviso prévio de 90 dias NÃO é retroativo.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 10:01:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/o-aviso-previo-de-90-dias-nao-e-retroativo/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/o-aviso-previo-de-90-dias-nao-e-retroativo/" data-text="O aviso prévio de 90 dias NÃO é retroativo." data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/o-aviso-previo-de-90-dias-nao-e-retroativo/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/o-aviso-previo-de-90-dias-nao-e-retroativo/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tempo-2.png"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4038" title="tempo 2" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tempo-2-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Ontem estava assistindo o Jornal Nacional no site do G1 e ao me deparar com a matéria sobre os problemas que o aviso prévio proporcional de 90 dias vem causando, me causou espanto o posicionamento de um advogado a respeito da Lei retroagir até outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Não me engasguei por pouco! Isso é totalmente descabido.</p>
<p>A lei do aviso prévio proporcional 12.506/11, que entrou em vigor em 13/10/2011, só produz efeitos a partir desta data. É preciso esclarecer, que quem estava trabalhando nesta data e a partir daí, passou a ter direito ao aviso prévio proporcional nos casos de demissão sem justa causa e rescisão indireta. Quem foi demitido da empresa antes disso, não tem direito. Obviamente, pelo PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (ART.5, II DA CF) não se pode cobrar do empregador o cumprimento de uma Lei que não existia, no momento em que ele dispensou o empregado. O atraso do Congresso Nacional, não é motivo para se rasgar a Constituição Federal e implantar uma regra absurda de exceção no País. A Lei produz efeitos a partir da data de sua publicação e vigência.</p>
<p>Conforme fonte Wikipédia, &#8220;<em>&#8230;A <strong>lei de introdução às normas do direito brasileiro</strong> (ou LICC), ou conforme nova nomenclatura, &#8216;Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, apesar da nomenclatura (introdução ao código civil), não diz respeito apenas ao Direito Civil e nem somente ao direito privado. Ela regula as normas jurídicas de uma maneira geral, quer sejam do direito público ou privado, é considerada uma norma sobre normas. Segundo Maria Helena Diniz, a LICC contém normas sobre normas, assinalando-lhes a maneira de aplicação e entendimento, predeterminando as fontes do direito positivo, indicando-lhes as dimensões espaços-temporais. Foi editada em <a title="1942" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1942" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/1942?referer=');">1942</a> como <a title="Decreto-lei" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto-lei" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Decreto-lei?referer=');">decreto-lei</a> (n. 4657/42), e está em vigor até hoje. Com ele, se encerrou a vigência das antigas ordenações <a title="Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Portugal?referer=');">portuguesas</a>. Contém um conjunto de preceitos que regulam a <a title="Vigência" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vig%C3%AAncia" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Vig_C3_AAncia?referer=');">vigência</a>, a <a title="Validade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Validade" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Validade?referer=');">validade</a>, a <a title="Eficácia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Efic%C3%A1cia" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Efic_C3_A1cia?referer=');">eficácia</a>, a <a title="Aplicação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aplica%C3%A7%C3%A3o" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Aplica_C3_A7_C3_A3o?referer=');">aplicação</a>, a<a title="Interpretação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Interpreta%C3%A7%C3%A3o" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Interpreta_C3_A7_C3_A3o?referer=');">interpretação</a> e a <a title="Revogação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revoga%C3%A7%C3%A3o" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Revoga_C3_A7_C3_A3o?referer=');">revogação</a> de normas no <a title="Direito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Direito?referer=');">direito</a> <a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Brasil?referer=');">brasileiro</a>, bem como delimita alguns conceitos como o <a title="Ato jurídico perfeito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_jur%C3%ADdico_perfeito" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Ato_jur_C3_ADdico_perfeito?referer=');">ato jurídico perfeito</a>, a <a title="Coisa julgada" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coisa_julgada" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Coisa_julgada?referer=');">coisa julgada</a> e o <a title="Direito adquirido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_adquirido" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Direito_adquirido?referer=');">direito adquirido</a>. Consagra a <a title="Irretroatividade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irretroatividade" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Irretroatividade?referer=');">irretroatividade</a> como regra no ordenamento jurídico, ao mesmo tempo que define as condições para a ocorrência de <a title="Ultratividade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ultratividade" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Ultratividade?referer=');">ultratividade</a> e <a title="Repristinação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Repristina%C3%A7%C3%A3o" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Repristina_C3_A7_C3_A3o?referer=');">efeito repristinatório</a>. É, assim, uma &#8220;lei sobre a lei&#8221;. Seu objetivo foi orientar a aplicação do <a title="Código civil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_civil" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/C_C3_B3digo_civil?referer=');">código civil</a>, preencher lacunas e dirimir questões que foram surgindo entre a edição do primeiro código civil (em <a title="1916" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1916" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/1916?referer=');">1916</a>) e a edição da LICC.</em>&#8221; - Portanto, é um desatino defender a retroatividade da Lei do aviso prévio, um verdadeiro absurdo jurídico.</p>
<p>Observamos ainda, que deve ser considerado a projeção do aviso prévio. Por exemplo, se o empregado foi dispensado em 15/09/2011, sem justa causa, ao somar os 30 dias de aviso prévio, o contrato de trabalho dele se projeta para data posterior a 13/10/2011, passando a ter direito a uma rescisão complementar e assim as diferenças para o pagamento do aviso prévio proporcional, evidente, se ele tiver mais de 1 ano de contrato.</p>
<p>Saliento ainda, que contra esse entendimento de que a Lei retroage, a própria Constituição Federal prevê aplicação da prescrição bienal, ou seja, nem que retroagisse fosse, os empregados demitidos em 2009, teriam direito de reclamar em juízo, pois estaria prescrito o direito de ação. É lamentável que se diga um absurdo desses, pois isso só fomenta mais turbulência nas relações de trabalho.</p>
<p>Segue a Lei:</p>
<p>LEI Nº 12.506, DE 11 DE OUTUBRO DE 2011.</p>
<p>Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências.</p>
<p>A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p>
<p>Art. 1º O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho &#8211; CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.</p>
<p>Parágrafo único. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.</p>
<p>Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cooperativas de Trabalho x Fraudes. Até quando vamos suportar?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[ilícita]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/cooperativas-de-trabalho-x-fraudes-ate-quando-vamos-suportar/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/cooperativas-de-trabalho-x-fraudes-ate-quando-vamos-suportar/" data-text="Cooperativas de Trabalho x Fraudes. Até quando vamos suportar?" data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/cooperativas-de-trabalho-x-fraudes-ate-quando-vamos-suportar/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/cooperativas-de-trabalho-x-fraudes-ate-quando-vamos-suportar/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/cooperativa.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4034" title="cooperativa" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/cooperativa-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Temos na notícia abaixo um grave problema que rotineiramente acontece perante várias empresas. É assustador que isso esteja acontecendo com a gigante Petrobrás, que obviamente deve possuir uma super assistência juridical trabalhista.  Vejo as Cooperativas como uma forma de solucionar vários problemas, a exemplo dos ramos de limpeza e conservação, transporte de mercadorias (para as empresas que não exploram o transporte de cargas), mas, apesar de termos a Lei (art.442 da CLT) a quantidade de uso ilícito destas, gera todo um preconceito contra, fazendo com que haja o desaconselhamento dos empresários no uso destas.</p>
<p>Eu defendo um direito do trabalho menos protecionista e mais amplo, considerando como beneficiários das leis trabalhistas não apenas os trabalhadores de carteira assinada, mas todos os trabalhadores. O sistema de cooperativa deveria ser estimulado pelo Governo e aceito pelo Poder Judiciário. Isso é mais uma fonte de geração de trabalho e de renda.</p>
<p>Verdade que deveriam as cooperativas serem duramente fiscalizadas pelo lado da sonegação tributária e previdenciária, pois a partir do momento que usam desses expedientes malinos, de contratar ex-empregados e assim falsos cooperados, sem que haja o intuito de realmente se associar a uma cooperativa, é algo sério que precisa ser combatido, mas que não pode macular a idéia da lícita cooperativa</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>TRT-RN: Petrobras condenada por contratar cooperativa de trabalho. </strong>A juíza da 7ª Vara do Trabalho de Natal, Joseane Dantas julgou procedente, em parte, Ação Civil Pública do Ministério Público do Trabalho contra a Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos do Estado do Rio de Janeiro (Cootramerj) e a Petrobras.</p>
<p>Ela determinou a imediata rescisão do contrato de prestação de serviços firmado entre a cooperativa e a Petrobras e proibiu a estatal de contratar cooperativas para intermediação de mão de obra para serviços de limpeza, conservação e manutenção predial.</p>
<p>A juíza reconheceu que a Cootramerj teria associado &#8220;às pressas&#8221; ex-empregados da prestadora de serviços que perdera o contrato com a Petrobras, &#8220;para conferir àqueles trabalhadores falsamente a aparência de cooperados e sonegar direitos trabalhistas&#8221;.</p>
<p>Em sua decisão, a juíza Joseane Dantas observou, ainda, que a Cooperativa dos Metalúrgicos do Estado do Rio de Janeiro não possuía associados no Rio Grande do Norte ou no município onde ocorreria a prestação de serviços à Petrobras.</p>
<p>Além disso, comprovou a juíza, a cooperativa alterou seu contrato social para a inscrição secundária da atividade de limpeza, depois da assinatura do contrato com a estatal.</p>
<p>Para a juíza Joseane, &#8220;há que se concluir pela procedência da ação, diante da ilegalidade manifesta na formação de cooperativas com o fito exclusivo de intermediação de mão-de-obra&#8221;.</p>
<p>A titular da 7ª Vara do Trabalho de Natal determinou a rescisão do contrato de prestação de serviços entre a COOTRAMERJ e a Petrobras, proibiu a estatal de firmar novos contratos dessa natureza e, ainda, condenou, solidariamente, a cooperativa e a estatal ao pagamento de R$ 600 mil de multa por dano moral coletivo.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> Tribunal Regional do Trabalho &#8211; 21ª Região.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>TST obriga Sindicato a devolver contribuição assistencial.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 10:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[ação civil sindicato desconto]]></category>
		<category><![CDATA[art.8 cf]]></category>
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		<description><![CDATA[O TST julgou processo promovido pelo Ministério Público do Trabalho que pretende restituir aos trabalhadores a contribuição assistencial cobrada mediante cláusula coletiva. É àquela famosa conta que se apresenta ao empregado, sem embasamento legal algum, que compulsoriamente obriga ao empregador promover o desconto salarial e repassar ao Sindicato de Classe. É verdade que, de forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-obriga-sindicato-a-devolver-contribuicao-assistencial/&amp;layout=box_count&amp;show_faces=false&amp;width=50&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;height=65" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:50px !important; height:65px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-obriga-sindicato-a-devolver-contribuicao-assistencial/" data-text="TST obriga Sindicato a devolver contribuição assistencial." data-count="vertical" data-via="marcosalencar"  onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/twitter.com/share?referer=');"><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><script type="in/share" data-url="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-obriga-sindicato-a-devolver-contribuicao-assistencial/" data-counter="top"></script></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-right"><g:plusone size="tall" href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2012/01/tst-obriga-sindicato-a-devolver-contribuicao-assistencial/"></g:plusone></div></div><p><a href="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/dinheiro-gerando-dinheiro-9.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4029" title="dinheiro-gerando-dinheiro-9" src="http://www.trabalhismoemdebate.com.br/wp-content/uploads/2012/01/dinheiro-gerando-dinheiro-9-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O TST julgou processo promovido pelo Ministério Público do Trabalho que pretende restituir aos trabalhadores a contribuição assistencial cobrada mediante cláusula coletiva. É àquela famosa conta que se apresenta ao empregado, sem embasamento legal algum, que compulsoriamente obriga ao empregador promover o desconto salarial e repassar ao Sindicato de Classe.</p>
<p>É verdade que, de forma invertida, dá-se uma chance aos descontentes que em determinado prazo manifeste oposição, por escrito, ao desconto. Já vi casos absurdos dessa natureza e com prazos e exigências também descomedidas para impedir, na prática, que o trabalhador se oponha ao desconto. Além de tudo isso, existe o constrangimento da pessoa ter que ir ao Sindicato afirmar pessoalmente que não aceita tal imposição.</p>
<p>Bem, a decisão do TST demorou a chegar, idem, a medida judicial interposta pelo Ministério Público do Trabalho, porque este problema existe há décadas. O MPT promoveu uma Ação Civil Pública questionando a constitucionalidade da cláusula que obrigava o desconto de dois dias de salário dos empregados da categoria profissional. Não se trata aqui de empregados associados ao sindicato, mas apenas parte da categoria que ele representa.  O TST entendeu que isso vai de encontro a liberdade do trabalhador de livre associação.</p>
<p>Eu particularmente entendo que além de violar o art.8 da CF, viola-se aqui o direito do empregado de somente ser descontado sobre aquilo que expressamente autoriza. Eu sempre defendi a validade, acima da Lei, das cláusulas coletivas, do direito negociado sobre o legislado, porém nesse caso a situação é diferente porque ultrapassa os limites da coletividade e passa a atingir individualmente cada trabalhador daquela categoria, visando prevalecer o caixa ($$) do sindicato de classe. Obviamente que isso nada tem a ver com direitos coletivos que são oriundos de uma norma coletiva.</p>
<p>Sou crítico fervoroso contra a postura do TST em anular cláusula coletiva ao afirmar que a mesma viola o prescrito em Lei, mas, neste caso, eu estou de acordo. O que o sindicato de classe busca nesta hipótese é resolver um problema de caixa, de recursos financeiros, pegando uma carona e dando um jeitinho de incluir no meio de um instrumento normativo tal exigência, o que para mim é inadmissível.</p>
<p>Segue a notícia da decisão:</p>
<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que o Sindicato dos Empregados no Comércio de Palotina, município do Estado do Paraná, devolva os valores descontados a titulo de contribuição assistencial aos trabalhadores não associados e aqueles que não tenham autorizado prévia e expressamente o desconto. A decisão, unânime, se deu em julgamento de recurso de revista em que a Turma reconheceu a legitimidade do Ministério Público do Trabalho da 9ª Região (PR) para buscar, por meio de ação civil pública, a tutela inibitória na defesa de direitos difusos, especialmente quando forem relacionados à livre associação e sindicalização.</p>
<p>Na ação civil pública, o Ministério Público do Trabalho (MPT) questionava a validade de uma das cláusulas da convenção coletiva de trabalho firmada entre o sindicato e as empresas que autorizava o desconto, a título de contribuição social, do valor referente a dois dias de remuneração de cada um dos empregados da categoria, associados ou não ao sindicato. Para o MPT, A Constituição da República, em seu artigo 8º, assegura que ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. Dessa forma, a inclusão de cláusula que impusesse contribuição assistencial compulsória estaria violando &#8220;direito fundamental-constitucional do trabalhador à livre associação sindical&#8221;.</p>
<p>O juízo da Vara do Trabalho de Assis Chateaubriand (PR) condenou o sindicato a se abster de incluir em futuras convenções coletivas cláusula que exigisse contribuição assistencial ou de qualquer outro tipo (à exceção da contribuição sindical) dos trabalhadores não associados, salvo em caso de prévia e expressa anuência. A sentença ainda obrigava o sindicato a devolver os valores descontados indevidamente dos empregados não associados que não houvessem autorizado o desconto, a partir da propositura da ação. Segundo a sentença, as contribuições descontadas somente poderiam ser impostas aos &#8220;empregados associados e com autorização expressa destes&#8221;. Para o juiz de primeiro grau, o fato de os benefícios previstos na norma coletiva se estenderem aos empregados não associados não é suficiente para autorizar o &#8220;desconto compulsório&#8221; da contribuição confederativa ou assistencial, pois o sindicato já recebe a contribuição sindical, devida por todos da categoria profissional, associados ou não.</p>
<p>A decisão salienta ainda que a previsão constante na norma coletiva de oposição ao desconto, ou seja, a exigência de manifestação expressa  daqueles que são contra o desconto, acaba por expor o empregado não sindicalizado ao &#8220;constrangimento de pleitear perante o sindicato um direito que já é seu&#8221;. Tal exigência, afirma a sentença, pode acabar sujeitando o empregado a &#8220;retaliações no ambiente de trabalho&#8221;.</p>
<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), no julgamento de recurso do sindicato, entendeu de maneira diversa: excluiu da condenação a devolução dos descontos e a determinação de não mais incluir cláusula semelhante nas próximas convenções coletivas. Para o Regional, é possível a existência de cláusula que permita o desconto de contribuição assistencial de empregados não associados e que tenham garantido o direito de oposição.</p>
<p>O relator do recurso do Ministério Público ao TST, ministro Alberto Luiz Bresciani, observou que a Orientação Jurisprudencial nº 17 da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST considera &#8220;ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização&#8221; as cláusulas coletivas que obriguem o desconto de quaisquer contribuições de trabalhadores não sindicalizados. Tais cláusulas são nulas e, portanto, passíveis de devolução. Para o ministro, a decisão regional violou o artigo 8º da Constituição. &#8220;A obrigatoriedade de contribuição a toda a categoria profissional se restringe à contribuição sindical, que tem natureza tributária e está prevista no capítulo III (art. 578 a 610) da CLT, acrescentou. (Dirceu Arcoverde/CF)</p>
<p>Processo: RR- 624-04/2010.5.09.0655</p>
<p>&nbsp;</p>
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