AS DROGAS e o emprego.

Escrito por Marcos Alencar   // junho 17, 2010   // 1 Comentário

AS DROGAS e o mercado de trabalho, o que fazer?

Prezados Leitores,

O que fazer com a forte presença das drogas no ambiente de trabalho? O uso da droga é motivo para uma justa causa, ou para tratamento médico? Investigar sobre o seu uso, gera dano moral?

As respostas para as questões acima, encontramos argumentos diversos para respondê-las. O fato é que as drogas, principalmente as que não deixam sinais evidentes de uso (a maconha ao ser fumada ou crack deixa o rastro de fumaça e dizem, um cheiro característico) estão presentes no dia a dia das empresas, e pouco se faz para combatê-las.

Existe basicamente três tipos de usuário de drogas no mercado de trabalho: O viciado e habitual consumidor, que depende da mesma para se mover; O que usa constantemente para ter mais energia, mas que somente consome naqueles períodos em que é mais exigido; E os que consomem nos finais de semana, por diversão; Não tenho dados estatísticos, estou aqui relatando o meu sentimento e experiência do que me deparo no dia a dia.

O que fazer para combater isso? Bem, eu acho que temos que seguir alguns princípios básicos e noerteadores. O primeiro deles seria não considerar o uso como motivo para justa causa, até para afastamento para fins de tratamento, mas não para justa causa. O segundo, seria o disciplinamento desse controle, para que todos se submetessem as mesmas regras e exames, até os donos da empresa, através de uma cláusula coletiva, para que não houvesse nenhum ato discriminatório e que abalasse a moral.

O caso aparenta ser simples, quanto aos reflexos sociais, mas é grave. Uma coisa é um caixa de banco ser usuário de drogas, outra bem diferente é um motorista de ônibus escolar ou de passageiros; Um piloto de aeronave; Um anestesista; etc.. Muitos acidentes podem ter explicação aqui, no uso sem controle das drogas no trabalho, principalmente as drogas sintéticas.

O controle e o encaminhamento do usuário como um doente, vejo como um bom começo. O controle poderia ser feito através de exames anti-dopping periódicos no local de trabalho e outros aleatórios, acompanhados através de uma comissão de empregados, ou da CIPA. O resultado seria confidencial e preservado, apenas o médico do trabalho que assessora a empresa teria acesso e o empregador, sem dispor do poder de divulgá-lo.

Os que fossem pegos no exame, teriam direito a uma contra-prova e seriam afastados de imediato daquelas funções de risco, a exemplo das antes mencionadas. O tratamento do paciente empregado seguiria os trâmites do INSS, através de psicólogos e medicamentos para o combate do uso da droga.

Sds Marcos Alencar


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1 COMENTÁRIOS

  1. By Stefano, 24 de março de 2010

    O uso de droga licita e ilicita no setor portário pode-se considerar cultural, pois este setor ficou décadas abondonado, os estivadores eram marginalizados pela sociedade, tinham fama de durões, ignorantes e bêbados. Quando não se tinha uma profissão recorria aos trabalhos nos portos, não precisava de especialiazação, somente de força. Este cenário mudou, a tecnologia aportou nos portos de todo o mundo exigindo qualificação e profissionalismo da classe, porem, ainda resta resquicios de certos vícios do passado, o uso de drogas e bebidas ainda é muito frequente. Mas como evitar que um estivador adentre ao porto estando ele embriagado ou drogado? Foi dada a ideia de colocar bafômetro na entrada do porto, que foi rapidamente rechaçada, pois poderia haver uma avalanche de processo por parte desses trabalhadores. Eles são trabalhadores avulsos, a lei 8630 foi um marco na modernização dos portos mas, para essa questão não diz nada. Existe a figura do OGMO, que é o orgão fiscalizador responsavel pela qualificação desses profissionais. Se um fiscal do OGMO fazer uma notificação de um trabalhador por estar ele alcoolizado, o fiscal terá que comprovar isso, mas como comprovar? Através de testemunha não dá, pois existe um protencionismo inemaginavel nesta classe, ninguem assinaria tal notificação como testemunha. O correto seria colocar um bafômetro na entrada do porto, mas como fazer isso sem sanções por parte desses trabalhadores?

Nós aqui debatemos ideias, não respondemos consultas!

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