JUSTA CAUSA só pode após advertência?

Escrito por Marcos Alencar   // dezembro 8, 2009   // 1 Comentário

Prezados Leitores,

Muita dúvida há por parte do empregador em aplicar penalidades ao empregado que viola as regras do contrato de trabalho. A maioria acha que para se aplicar uma pena de suspensão [ que pode variar de 1 a 5 dias] depende que antes se advirta. Idem a justa causa.

Imagina-se que deve sempre seguir essa escala, advertência, suspensão e por fim, a pena máxima da justa causa. Mas não é assim que a coisa funciona.

Vamos exemplificar para ficar mais fácil. Imagine que um empregado que sempre foi cumpridor das suas obrigações e jamais foi punido, resolve num determinado dia agredir os seus colegas de trabalho, moralmente, fisicamente. Pergunta-se: Ele pode ser suspenso, apesar de nunca ter sido advertido? A resposta é sim.

Sim, porque o empregado ao firmar contrato de trabalho com o empregador, ele passa a se subordinar na relação de emprego. O empregador tem o poder, conferido por Lei, de penalizá-lo, caso ele descumpra as suas obrigações contratuais.

A penalidade a ser aplicada, não precisa seguir a escalada da advertência, suspensão, etc.., mas sim ser aplicada de forma proporcional a falta cometida. Evidente que um empregado que sempre agiu de forma correta, não pode ser suspenso por 5 dias apenas por ter chegado alguns minutos atrasado ao serviço. Da mesma forma, pode sim o empregador demitir por justa causa, esse mesmo empregado, caso apanhe ele roubando a empresa.

Em suma, o empregador não está obrigado a seguir esse roteiro, deve sim estipular as penas agindo com tolerância, bom-senso, critério, modulando-a de acordo com a infração cometida.

Sds Marcos Alencar.


Tags:

abandono de emprego

advertência

advertência suspensão justa causa

art. 482 da clt

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clt

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Justa causa

negociação habitual no emprego

pena de suspensão

penalidade contrato de trabalho

subordinação no contrato de trabalho.

tribunal do trabalho


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1 COMENTÁRIOS

  1. By Praxedes Coelho, 7 de maio de 2009

    Eu comundo da posição do jurista no sentido de que a penalidade a ser imposta ao funcionário “infrator” deve ser proporcional à falta cometida. A sequência pedagógica de punições se aplica às faltas menores, cometidas reiteradamente, penso eu, como por exemplo, ausência reiterada ao trabalho sem justificativa.

Nós aqui debatemos ideias, não respondemos consultas!

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