FLASHBACK. Do selo de qualidade a responsabilidade social
dezembro 8, 2009 // 0 ComentáriosESCRITO EM JUNHO DE 2009 NO QUASE PÓS CRISE.
Prezados Leitores,
Com ou sem crise a vida continua. Vamos refletir e pensar em novos tempos. Novos tempos estão por vir, o que poderíamos denominar como uma reação “anti-China”.
O Mundo Desenvolvido amparado no “Selo de Qualidade Trabalhista” e na Responsabilidade Social, criaria mecanismos justificáveis de defesa dos produtos chineses, os quais são fabricados a custos inacreditáveis e através de [ pelas notícias que chegam ] uso desumano da mão-de-obra dos seus trabalhadores.
O capitalismo selvagem sempre pregou o aproveitamento das oportunidades. Soa incoerente condenar os chineses pelo baixo preço dos seus produtos, que nos fazem tolerar a também baixa qualidade deles. Fábricas de tecido fecham na Europa diante da concorrência desleal da seda chinesa. Não há como competir com os “ases” das lojas “só R$ 2″. O que fazer?
O Mundo Desenvolvido surge na defensiva dos seus empregos e passa a exigir o “selo de qualidade”, que nada mais é do que a comprovação de que aqueles bens de consumo são fabricados atendendo as garantias e direitos universais dos trabalhadores, o pagamento de impostos e de patentes, com respeito ao meio ambiente, em suma, que observam a “responsabilidade social” e não apenas o lucro.
A partir daí, não basta ter apenas o menor preço para competir, mas também a prova de que os produtos são “verdes”, ou seja, são fabricados de forma politicamente correta, dentro da Lei, da ética, observando o respeito ao meio-ambiente e aos cidadãos, que geram riqueza para sociedade e não apenas para os proprietários das fábricas.
No futuro próximo, profetizamos que fundos de investimentos e países aliados a ONU, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), vão criar barreiras para quem não atender a essas diretrizes. Vai valer o melhor preço.
No Brasil já existe em tramitação o Projeto de Lei 3796/08, da deputada Rebecca Garcia, que institui o selo de qualidade na indústria e no cultivo da cana-de-açúcar, exigindo mais qualidade de vida aos trabalhadores, que é uma forma de antecipar esse fenômeno.
Mas, será que a China se adequará rapidamente a essas novas regras do mundo globalizado? Mantendo os mesmos preços? Bem, depois do que vimos nas Olimpíadas, tudo é possível, é esperar para ver.
Enquanto isso é importante aos empresários brasileiros estarem antenados nessa mudança, para que desde já repensem seus custos considerando esses investimentos na área do bem estar da classe trabalhadora e da responsabilidade social, salientando que o que vai prevalecer é o melhor preço, o que agrega realmente riqueza para o cidadão.
Sds Marcos Alencar
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